26.02.09 – Milano
Depois do carnaval em Colônia, a próxima parada foi a Itália. Foi uma viagem de 5 dias, para 3 cidades. Milão foi a primeira delas, e onde passamos menos tempo.
Começa com o avião, sobrevoando os alpes austríacos. Uma bela visão!

RyanAir, se você quiser viajar pela Europa, você ainda vai pegar um desses aviões!
Depois de ter conhecido a catedral de Colônia, a de Milão foi decepcionante… muito pequena. Claro, muito bonita, cheia de detalhes, e, principalmente por dentro, cada centímetro foi cuidadosamente trabalhado, e também, muito ouro, prata, bronze, mármore… e esses materias baratos.


Dai andamos mais um pouco e chegamos ao Castello Sforzesco.

E, claro, não poderiamos deixar de visitar o estádio San Ciro! Estádio de ambas as grandes equipes, a Inter e o Milan!

Milão foi o lugar onde ficamos menos tempo, por ser a cidade que menos tinha coisas para ver. Mas nem por isso deixou de ser interessante.
24.03.09 – Fußball spielen in Deutschland
Sim. Arrumei um lugar pra bater uma bolinha, depois de… come to think of… 1 ano? Talvez mais? Sem jogar. Pior, sem praticar esportes.
A estréia foi na terça feira anterior à data no título desse post. A falta de preparo físico levou a dores nas pernas nos 3 dias seguintes, razoavelmente fortes no segundo dia, com um incômodo para levantar ou começar a andar. Mas isso é normal. Como já fiz isso antes (ficar muito tempo sem jogar e resolver jogar do nada), eu sei que é normal sentir dor. Mas, não deixei de me sentir um pouco velho por isso.
Mas então. Sobre o futebol. A quadra é gigantesca. Me esforcei demais, porquê eles exigem que você, estando no ataque, volte para ajudar a defesa, e estando na defesa, acompanhe o lance para ajudar o ataque. E, numa quadra grande, jogando mais de duas horas (com algumas pausas) e sem preparo físico, isso é destruidor.
O esquema do Wechsel (substituição) é bem interessante. Não tem dessa de perdido, quem ganha fica, ou coisas do tipo. Não, tudo é muito bem organizado. Primeiro, você tem que se inscrever pela internet antes. Então, já se sabe de antemão quantas pessoas estarão lá para jogar. Segundo, tem que chegar pontualmente. Porquê eles fecham a porta.
Então, forma-se 2 ou 3 times, com 6 ou 7 jogadores cada (mas não mais de 18 ao total). 1 fica sentado e os outros 5 jogam, mas quando alguém cansa, voluntariamente vai para o banco. O sujeito que estava no banco, então, vai para o gol, e o sujeito que estava no gol, vai para a linha. Quando outro ficar cansado, repete-se o ciclo. É bem sistemático, e permite que todos tenham tempo para descansar, mas ao mesmo tempo que todos joguem aproximadamente a mesma quantidade, e que todos fiquem aproximadamente o mesmo tempo no gol.
Uma vez compreendido esse sistema, enfrentei a dificuldade de entender porquê não havia lateral. Que coisa mais estranha! A bola bate na parede e continua-se o jogo, normalmente! Também, tem a regra de se bater no teto é falta.
Quanto ao nível de jogo… não achei mais forte do que quando jogava nas quadras da federal, contra os outros bccs/encs. Mais ou menos o mesmo nível. Claro, sem considerar quando os manos da cidade ou o pessoal de outros cursos mais coxas que dão mais tempo para os alunos praticarem esportes, porquê nesse caso, o nível d0 jogo nas quadras da federal ficava mais alto que o daqui.
Há também, a diferença de estilo. Brasileiro, culturalmente, é individualista. E isso se reflete no futebol. O jogador brasileiro pensa mais em si do que na equipe. Os alemães não. Eles são o oposto. Eles prezam o jogo de equipe. Essa história de todo mundo voltar pra marcar, de tocar a bola em vez de tentar criar uma jogada, de voluntariamente sair quando está cansado… no Futebol, não necessariamente isso é o melhor. Isso confirmam as estatísticas.
Mas, cabe aqui um adendo. Como sociedade, empresa, país… sim, esse “comunitarismo” – o dar ênfase à comunidade e não ao indivíduo – é melhor. Também confirmam isso as estatísticas – eles foram detonados em duas guerras mundiais, sem contar os séculos de lutas internas políticas e religiosas antes da unificação, e ainda assim são primeiro mundo. Nós – com uma terra muito mais privilegiada, poucas e pequenas guerras e a nossa cultura individualista do “salve-se quem puder” – subdesenvolvidos.
Enfim, voltando ao assunto do futebol. Concluo dizendo que é por essas e outras que eu mudei minha opinião. Antes eu achava frescura essa coisa de jogador brasileiro que vem pra Europa, e precisa de tempo de adaptação… mas não, agora eu vejo que isso faz todo o sentido do mundo. Dê-lhes tempo!
21.02.09 – Viva Colonia – Kölner Karneval
Antes de mais nada, não reclamem pela ordem dos posts. O post de 21.02 vem depois do de 16.03. Acontece que a data do post que eu sempre coloco antes do título, se refere à data em que aconteceu a história que eu conto, não à data em que eu publiquei.
Tem mais fotos no meu Orkut.
Mas então, indo ao assunto. Foi o carnaval mais legal que eu já fui. Tudo bem que, até agora, o único que eu conhecia era o de São João da Boa Vista. Mas esse foi realmente divertido. Parece estranha a idéia de carnaval com frio, mas sim, é possível! E não estava congelante. A temperatura estava positiva.
Desde o trem, já se via alguns malucos fantasiados, indo para Colônia. A cada conexão, quanto mais se aproximava de Colônia, maior era a porcentagem de fantasiados. Até que, no último trem, quase todos estavam fantasiados!E, chegando em Colonia, era difícil encontrar alguém não fantasiado. Mesmo durante o dia, quando não havia festa. Durante a época de carnaval, é simples: as pessoas simplesmente usam fantasias em vez de roupas. Em todos os lugares: metrô, supermercado, hospital, etc.
Obviamente, as músicas também são muito diferentes. Lá em Colônia a que mais se ouvia era essa.
Sobre a cidade em si, eu gostei. Moraria lá muito tranquilamente. Assim como Dusseldorf. O povo pareceu, a primeira vista, mais amigável do que os alemães do norte. E a catedral, dentre as várias que eu já vi, aquela é sem dúvida a maior, e por uma boa margem. Tão grande, que dificilmente alguma outra catedral vá me impressionar. Ela estava fechada, não pudemos entrar.
Também havia um disfile em que distribuiam chocolates – mas não vi. No final, na estação de trem, havia ainda uma banda… enfim, foi um fim de semana feliz e divertido.

Pessoal de Lüneburg em Köln: Brasil, Colômbia, Alemanha, Brasil, Colômbia. Notem que minha fantasia era… uma camisa da Colômbia, por falta de alternativas, e também porquê não era da Argentina, o que poderia me forçar a ficar sem fantasia se fosse o caso…
16.03.09 – Por um alemão mais latino
OK. Enquanto meu preguiçoso amigo enrola pra upar as fotos de Colônia e da Itália, vou publicar aqui um teste. Há quem diga que alemão é um idioma estranho, esquisito, que não tem nada a ver com o nosso. Pois bem, para provar a incrível similaridade entre alemão e os idiomas latinos, vou publicar esse texto. Acredito que haverão de entender boa parte do texto. Mais, se falarem italiano; mais, se falarem inglês (as palavras em verde-oliva são óbvias; em vermelho, parecem com italiano; e em branco, parecem inglês, que não é latino, mas sempre tem a versão alemã de muitas das palavras inglesas; e sobrou até pro francês, no finalzinho, em azul, e o famoso “Que passa?” do espanhol, em amarelo). Isso é o resultado de evitar, ao máximo possível, as influências escandinavas no idioma e utilizar ao máximo as influências latinas.
Enfim – quem não tem nenhum conhecimento de alemão, me diga quanto do texto abaixo é capaz de entender. Sem usar o google, obviamente.
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Konversieren auf Deutsch ist nicht diffizil. Aber man will nicht auf lateinisch parlieren. Verben wie informieren, studieren, komunizieren, revoltieren, alle sind für uns nicht problematisch. Aber man parliert quasi nie diese Wörter. Das ist nicht normal hier. Mann kann kalkulieren parlieren, aber stattdessen parliert man rechnen. Statt konservieren parliert man aufbewahren; statt konsumieren, aufbrauchen. Das impliziert, dass man in Deutschland lieber Skandinavisch alsLLateinisch parliert!
Aber probieren ist gratis. Ich habe den Wunsch, hier in der Deutschen Nation eine Reportage darüber zu machen. “Wie eine lateinische Person Deutsch parliert”. Oder “Wie komparabel ist Deutsch mit anderen lateinischen Idiomen“. Beispiele:
- Ich probiere einen neuen Orangensaft, reich an natürlichem Vitamin C.
- Die Kanzlerin Angela Merkel regiert die Nation. Sie kontrolliert die Politik des Staates und reformiert alles, und alles wird stabilisiert. Die Opposition hilft gegen Krisen.
- Dieses Sofa ist komfortabel. Es ist international. Es kostet 200 Euro.
- Was ist passiert?
Man kann sich engagieren auf Latein-Deutsch zu parlieren ! Nur ein paar Arrangements, und Voilà! Restaurant, Garage… oder andere Wörter aus dem Französischen! Perfekt! Exakt! Aber… nein. Man parliert lieber genau, statt exakt. Exakt ist zu hart!
Der Text ist nicht so organisiert, strukturiert, systematisch, aber er funkioniert. Und Ende der Diskussion. Ciao.
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Observação: coisa de progamador, esse negócio de colorir as palavras, não? Pena que não tem ctrl-espace pra ajudar aqui.
Outra coisa: se alguém ver algum erro de alemão, pense novamente, porquê o texto já foi corrigido pela Sarah, que é alemã. Ela fez o seguinte comentário:
“Nao concordo muito com a utilizacao de “parlieren”. Essa palavra é um sinónimo de “sprechen”, nao de “sagen”
–> Nao é “man kann kalkulieren sprechen”, é “man kann kalkulieren sagen” etc
Além disso: konsumieren = verbrauchen; konservieren = haltbar machen
“
04.03.2009 – Decentralizada Alemanha…
Sim. Estou começando a perceber as diferenças regionais na Alemanha. Já visitei Berlim, Baviera, Hamburgo, Bremem, Saxônia e Westfália. Moro na Baixa Saxônia. Para demonstrar as diferenças que percebi, divido os parágrafos em tópicos.
Futebol: na minha região, a Baixa Saxônia, ninguém liga para futebol. Até tem um time de futebol em Lüneburg, o glorioso FC Hansa. Um time simpático, alvinegro, o tipo de campeonatos que disputa e o tamanho da cidade que representa o faz lembrar muito o saudoso Palmeirinha de São João da Boa Vista. Mas o povo da Baixa Saxônia é muito esquisito e poucos têm um time de coração. Dentre esses poucos, o mais popular é o Werder Bremen. Na cidade de Bremem, porém, há obviamente muitos e fanáticos torcedores do Werder. Eu pessoalmente não gosto do Werder porquê é verde (até no nome). Em Berlim e na Saxônia também não notei interesse pelo futebol, mas em Berlim seguramente deve haver torcedores fanáticos do Hertha. Já na Westfália e na Baviera, principalmente, o povo é fanático pelo time local. O Bayern é o time amado fanaticamente pelos bávaros, e odiados por todos os demais.
Carnaval: Não existe nas regiões predominantemente protestantes, entre as quais a Baixa Saxônia. Não há nem sequer feriado. As pessoas parecem nem saber o que é isso. Ficam completamente alheias às festividades que se passam em outras terras, às vezes bem próximas. Nas regiões predominantemente católicas, como o sul e o oeste próximo da França, existe carnaval, é muito importante para a população local, atrai muitos turistas. Obviamente é muito diferente do brasileiro – no próximo post, vou contar minha experiência nesse assunto em Colônia.
Idioma: Os baixo-saxônicos se orgulham de falarem o mais claro dos alemães. Mas, para mim, não é nem um pouco claro e vou além, é um dos mais difíceis. Consegui me comunicar melhor em quase todas as outras versões regionais. Porque o perfeccionismo desses baixo-saxônicos se reflete no idioma e, se você não disser os sons exatamente do jeito que devem ser (o que muitas vezes é impossível para um não-nativo) é muito provável que eles não entendam NADA. Um bom exemplo é a própria cidade, Lüneburg. Diga “Luneburg” para um baixo-saxônico e é certo, que ele vai te perguntar “Onde?” ou “O quê?” “Que cidade é essa”? Após repetir várias vezes, tentando fazer o som de ü de todas as maneiras possíveis, modificando a tonalidade da sua voz a cada tentativa, eventualmente por acaso sai o som correto e o baixo-saxônico entente a palavra. Então ele diz, “Ah, Lüneburg?” de um jeito que parece exatamente igual ao que você havia dito na primeira vez, mas que eles asseguram que é extremamente diferente. Não! Eles são os mais chatos nesse ponto. Os outros têm um pouco mais de criatividade, conseguem compreender a palavra mesmo que ela não seja pronunciada com perfeição. O alemão bávaro é muito mais amigável, com menos sons esquisitos e, por isso, a capacidade deles de entender alemão de estrangeiros é maior. O mesmo para o alemão westfálico. O de berlim sim, é o alemão padrão. Os baixo-saxônicos que me desculpem, mas o alemão deles é ruim. E dizem que o mecklemburguense-vorpônico é ainda pior. Deus me livre! Outra coisa interessante é que alemães de diferentes regiões, às vezes até próximas, não raro, não conseguem se entender at all.
Cerveja: Os alemães são extremamente apegados à própria cidade ou estado ou região. Isso gera rivalidades similares àquela de São Paulo e Rio de Janeiro… Mas aqui, a rivalidade se reflete na cerveja. Eu não deixaria de me sentir um bom paulista, por apreciar uma Petrópolis, por exemplo. Mas aqui, no entanto, chega ao ponto de alguns se recusarem a tomar cerveja de outros estados. As vezes, isso ocorre dentro do mesmo estado. Um exemplo famoso é Colônia-Dusseldorf. Para os dusseldorfianos, ser colonense é sinônimo de ser imbecil, idiota, chato, feio e bobo e a cerveja de Colônia é xixi, o que é o pior insulto possível. Já os colonênses dizem o mesmo dos dusseldorfianos, e se recusam a tomar qualquer outra cerveja que não a Kölsch. Também é frequente bremerzenses ficarem sem tomar cerveja, por não haver a popular Beck’s disponível. No fim das contas, todas são boas, quase todas seguem ou se aproximam da regra do Reinheitsgebot. Mas tomar a cerveja da própria cidade é fundamental para um alemão. Lüneburg tem a sua própria cerveja, a Lüneburger, que ironicamente é produzida em Hamburgo. Mas a melhor do mundo, na minha opinião, é a de Munique. Isso até alguns poucos sensatos no norte concordam. Mas nem por isso esses poucos sensatos do norte deixam de desprezar o sul de um modo geral, e xingam o sulista de Weißwurstfresser, o que é o insulto máximo (devorador de salsicha branca). Já o sulista chama o nortista de Fischkopf, o que ataca fortemente a honra desse pois significa “cabeça de peixe”. Aliás, o mesmo que foi dito sobre cerveja se aplica a salsicha, que é motivo de orgulho regional, e falar mau da salsicha da cidade de alguém é uma ofensa da maior gravidade.
19.02.09 – Momento “Magaiver”
Brasileiro adora gambiarra. Essa é uma verdade. Os alemães não gostam muito não. Eles preferem jogar fora e comprar um negócio novo. Eles gostam de fazer tudo direitinho, e se não funciona, em vez de tentar dar aquele jeitinho, aquele improviso precário que quase desafia as leis da natureza mas funciona, eles jogam fora. Sempre tentam consertar da maneira correta. Não são adeptos da gambiarra. Nem sequer têm uma palavra para isso, no idioma deles.
Porém nós, brasileiros, não somos como eles. Tanto que descolei algumas figuras na internet que aparecem quando você digita “gambiarra” na pesquisa de imagens do google, para ilustrar. Quando fazer do jeito certo não funciona, ocorre esse grande espetáculo da criatividade, do qual nós, brasileiros, somos os mestres. Nada mais bonito do que uma gambiarra bem feita. Claro que, tratando-se de gambiarra, o conceito de bem feito é diferente: quanto mais precária, quanto mais improvisada, quanto menos organizada, quanto menos adequado é o material utilizado, enfim, quanto mais mal feita, mais bem feita é a gambiarra. É nesse antagonismo que reside a beleza da gambiarra.
Eu mesmo me utilizo frequentemente dessa arte. Lembro-me de uma que fiz quando morava sozinho numa kitnet em São Carlos. Pena não ter uma figura dela! A tomada do computador tinha tres pinos, enquanto a tomada da casa tinha só duas entradas. O problema foi resolvido com arame e fita crepe. Bastou moldar o arame, de modo que a ponta ficasse dobrada e assim não saisse tão facilmente da tomada, além de usar a fita crepe para fixar os arames nos respectivos pinos da tomada do computador, e também para fixar a tomada na parede, e zap! Temos uma tomada funcionando.

Não tem “teipe”? Sem “pobrema”!
Também faço gambiarras aqui na Alemanha. Já fiz um varal com cadarços de tênis uma vez (e depois coloquei os cadarços de volta no tênis), logo depois que os antigos moradores foram embora e levaram o varal da casa. Amarrei os cadarços na parte de cima da cadeira e na maçaneta da porta do armário, que teve que ficar aberta. Pesos asseguravam que a cadeira permanecesse imóvel. Mas esse foi tão precário, que eu usei uma vez só. Comprei um varal depois, porquê tem mais capacidade de roupas e ocupa muito menos espaço. Além disso, o varal de verdade, eu não tenho vergonha de montar fora do meu quarto.
Também tem a maneira como eu fixei o relógio de parede que eu herdei dos antigos moradores. A parte de baixo dele fica apoiada sobre a parte saliente do portal de madeira do quarto. Esse apoio é responsável por fazer uma força normal que cancela quase toda a força de gravidade, impedindo o relógio de cair. Porém, somente esse recurso não basta, pois surge no relógio um momento torçor que o induz a tombar. Essa força é cancelada com três tiras de durex, cada uma delas reforçada no ponto de contato com a parede. Como o portal cancela quase toda a gravidade com a força normal, o durex aguenta pois o esforço neles é pequeno. E o durex tem a vantagem de ser transparente, de modo que é preciso olhar com um pouco de atenção para perceber que se trata de uma gambiarra. Esse exemplo demonstra como conceitos de Mecânica dos Sólidos, estudados durante qualquer curso de engenharia, podem ser úteis no momento de projetar uma gambiarra.
Cidadão utilizando seu EPI.
Pra finalizar, uma homenagem ao maior mestre da gambiarra de todos os tempos, o nosso saudoso McGiver, vulgo “Magaiver”, um sujeito capaz de construir um foguete com um clips, dois pedaços de chiclete e um rolo de durex. E que atualmente, aposentado, resolveu montar uma oficina.
12.02.09 – Notícia Importantíssima!!!!
Senhores. A grande e bombástica notícia, que eu havia prometido, é a seguinte.
Agora, nesse momento, enquanto saboreio um bom Kamillentee (chá de camomila) e como pão com Nutela, na mesa do meu quarto, com muita tranquilidade eu escrevo esse post.
Mas o quê tem isso de especial?
O fato de eu estar escrevendo de casa, significa que eu tenho o meu próprio notebook e já me cadastrei para a internet Wireless do apartamento, que é muito boa, estável e rápida, e custa a fortuna de 7 euros por mês!
Exatamente. Eu comprei um notebook, imediatamente após receber o meu salário de Janeiro e confirmar que havia recebido um aumento de 100 euros. Satisfeita a condição financeira, entrei imediatamente na página www.notebooksbilliger.de e encomendei um notebook que estava em promoção e, por muita sorte, tivesse eu tardado alguns dias ou talvez horas, não teria conseguido comprar esse ótimo notebook, pois constatei que era o último no estoque! Dois dias úteis depois, o notebook chegaria, na última terça feira de Janeiro, lá na empresa!
Quanto à internet, só consegui arrumar agora, devido a vários desencontros com o pessoal do apartamento e com os vizinhos… Mas, agora, está arrumada.

Esse é o meu quarto que agora, além da bandeira da Itália, tem também o notebook e uma bandeira do Brasil que eu comprei no Ebay por 3 euros (incluindo as despesas de postagem). A foto não está boa, porquê minha querida câmera está com um problema no negócio que fica na frente da lente, o que me obriga a ficar mantendo-a aberta manualmente… Em cima da mesa, a minha mais nova aquisição, o notebook, que custou 829 euros (vejam a config no fim do post e depois me digam, se valeu a pena ou não. Levem em conta que o euro valia +- 3 reais à época da compra.)

Nunca na história desse país, tive tanto dinheiro em espécie assim! Ali tem uns 900 e poucos euros, que seriam usados para pagar o notebook.
Agora, senhores, sintam o upgrade. Para aqueles mais chegados à tecnologia, o que dizem de um rapaz, cujo último computador era um pentium IV que não chegava a gigaherts, 128Mb de ram e internet discada, que agora conta com um notebook com a seguinte configuração (Faço questão de postar todos os detalhes aqui, pois estou muito orgulhoso do meu equipamento, aos leitores leigos em informática, pulem essa parte e acreditem que é uma mudança da água para o vinho), além de internet wireless barata e de alta qualidade. Tirado diretamente do link que eu efetuei a compra (por isso, perdõem as partes em alemão e usem a imaginação para saber o que é. Pois, daria muito trabalho pra trocar). Tem também algumas chiquesas, como um belo design, leitor de impressão digital (que eu não uso) e outros leques treques. Mas o bom mesmo está aqui, na config:
Prozessor
Intel Core™2 Duo P8600 2x 2,40 GHz
Cache 3 MB
Front Side Bus 1066 MHz
Technologie Intel® Centrino®2 Prozessortechnologie
Arbeitsspeicher
Größe 4096 MB
Technologie DDR2 Dual Channel
Taktung PC 6400 (800 MHz)
max. Erweiterung auf 4096 MB
Verbaut 2 von 2 Modulen
Besonderheit Um die vollen 4096 MB nutzen zu können, muss ein 64-Bit-Betriebssystem installiert werden.
Display
Besonderheit AI automatic LCD brightness adjustment – Lichtsensor für automatische LCD
15,4″ 1280 x 800 Pixel (WXGA TFT)
Besonderheit
Color Shine Glare Type
toInfo
Grafik
Hersteller NVIDIA
Grafikkarte
NVIDIA GeForce 9650M GT
toInfo
Speicher 1024 MB VRAM
VGA
Festplatte
Anzahl 1
Kapazität 320 GB
Umdrehung 5400rpm
S-ATA
Laufwerk
DVD Super Multi Brenner (Double Layer)
Schnittstellen
Card Reader 8in1 (SD/miniSD/MMC/MS/MS Pro/MS Duo/MS Pro Duo/xD)
E-SATA
ExpressCard-Slot
HDMI
USB 2.0 4x
Kommunikation
56K V.92 Modem
Bluetooth 2.1
Ethernet LAN 10 MBit/s, 100 MBit/s, 1000 Mbit/s
IEEE 1394 Firewire
Wireless Lan Intel® Wireless WiFi Link 5100 AGN
Sound
Besonderheiten Super Surround Altec Lansing Soundsystem + Dolby solution
Mikrofon-in
S/PDIF Unterstützung
Weitere Merkmale 3D Audio
Ausstattung
numerische Tastatur (Ziffernblock), Express Gate
Dual-mode Multimedia Touchpad
inkl. Akku
inkl. Netzteil
integr. Webkamera
Garantie
Collect & Return Service 24 Monate
International 24 Monate
Service-Ranking
Asus belegt den 6. Platz im Service-Ranking.
Betriebssystem/Software
Betriebssystem Microsoft® Windows Vista™ Home Premium (OEM) toInfo
Notebookeigenschaften
Abmessungen 34,3 ~ 40,6 x 375 x 265 (mm)
Akkulaufzeit bis zu 3 Stunden
Akkuleistung 4800 mAh
Gewicht 2.8 kg
05.02.2009 – Pré-notícia e … Corinthians
Um post preliminar. Trata-se de uma grande novidade que, em momento oportuno, vos direi qual é. Apenas para avisa-los de que o blog não está morto, e que preciso que alguns fatores se concretizem, antes que eu possa enfim desembuchar a novidade, com bastantes detalhes. Estive “delayando” pra escrever o próximo post, tanto que já faz quase um mês que eu não escrevo, mas como não sei quando poderei contar, vou postar assim mesmo. Só um aviso – é uma novidade bombástica, revolucionária!
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Enquanto isso, pra não dizer que esse é um post inútil, comemoremos a liderança provisória do timão no campeonato paulista, após a vitória de virada fora de casa sobre o Paulista. E falemos um pouco sobre isso também, pois mesmo na Alemanha eu não deixo de ser corinthiano, e nenhum time europeu me consegue despertar aquela vontade de torcer, a favor ou contra. A única exceção, é quando um deles enfrenta o Palmeiras ou o São Paulo. Situação em que me torno um torcedor do time europeu em questão, desde criancinha! Mas, como não acontece todo dia, continuo focando minha atenção nos campeonatos que o Corinthians disputa, ignorando os campeonatos europeus.
Algumas conjecturas – obviamente não tenho assistido aos jogos (o que me faz uma certa falta…), mas li comentários sobre as partidas recentes. Chicão está mostrando o lado “cobrador de falta”, que eu não conhecia. Isso é uma boa coisa. É um jogador importante, e com William, formam uma boa dupla de zaga. Também temos um bom goleiro – o que faz da defesa corinthiana, de um modo geral, boa. Os laterais também tem feito o que é esperado deles. A defesa, pode-se dizer que é um setor bem consolidado.
Sobre o meio campo, é um pouco instável. Na verdade, imprevisível. Lulinha, algumas vezes (poucas) está inspirado e joga bem, mas na maioria das vezes é inútil. Talvez isso se deva à inexperiência. Douglas também está abaixo do esperado. Enfim, o meio-campo as vezes é bem produtivo, as vezes avacalha o jogo. O ataque também ainda não está consolidado. Talvez com o tempo, com o entrosamento, os atacantes comecem a melhorar as finalizações. Coisa que, ultimamente, tem deixado a desejar.
Também tenho apreciado o trabalho do Mano. Podem julga-lo conservador, mas essa é uma característica aprecíável num time como o Corinthians. Pois no Corinthians sempre existe uma forte tendência à bagunça, devido à grande pressão psicológica que os jogadores e o treinador sofrem, e à típica má-administração da diretoria (melhorou um pouco mas continua ruim), com suas dívidas incontroláveis e contratações e negócios loucos, sempre sendo uma fonte segura de combustível para o caos. Por isso faz-se necessário um técnico capaz de manter o time estável. Um time estável consegue lidar melhor com essa pressão, tem padrão de jogo, entrosamento, menos “estrelismo”. Enfim, tudo funciona melhor. E é aqui que entra o perigo do Ronaldo. Se o Mano conseguir impedir que ele cause instabilidade, será um grande mérito e poderemos esperar um time competitivo, e que aproveite as qualidades do fenômeno.
Outra boa coisa desse time, é a tradicional raça, que para um jogador no Corinthians é mais importante que qualquer coisa. Tem que mostrar que é esforçado, lutador, guerreiro! Não ser um craque é perdoavel, mas não dar tudo de si, não. Pode-se dizer que o elenco é razoável nesse sentido. Esperamos também que o fenômeno seja humilde o suficiente para compreender isso. Que ele jamais se coloque acima do Corinthians! Seria a pior cagada da carreira dele. Mas, se ele for humilde, pode encerrar a carreira como um grande ídolo da segunda maior torcida do mundo. Por enquanto, ele segue como incógnita. Não tenho a menor idéia do que irá acontecer. Enfim, veremos. Quem quiser concordar ou discordar ou adicionar algo às minhas análises, à vontade!
02.01.09 – Visita a Breslau
Em polonês, Wrocław (lê-se “Vrotslau”). Observe o “l” cortado no meio, uma das peculiaridades do idioma polonês, que é tão cheio de doideiras que chega a fazer o alemão parecer normal! Em alemão, Breslau. Como eu já estou um tanto quanto germanizado, prefiro usar esse segundo nome. Escolhemos essa cidade, porque era próxima da fronteira, mais fácil de voltar pra casa, uma vez que a estadia seria curta. E também, pra conhecer a universidade famosa.
E… o que tinha lá? Gelo! Muito gelo. Mais do que em Praga. Não sabemos a temperatura que estava lá, mas até o rio Oder (mais uma vez, nome em alemão. O nome em polonês é Odra) estava congelado!
A curiosidade é que eu realmente estou sendo germanizado. Enquanto estive fora da Alemanha, eu fiquei com saudades de Lüneburg e, acreditem ou não, senti falta das palavras em alemão que já são familiares! É estranho olhar nas placas das estações e não achar o Ausgang, ou o Gleis… em polonês, plataforma é “Peron“, muito estranho. Não, Gleis é muito mais natural, não? E Vychod (Saida em tcheco)? Bah. Ausgang!
Sobre os poloneses, não tenho muito bem a falar não. São tão vagabundos quanto os tchecos, mas são piores! São mais mau-educados, não falam (ou não querem falar) inglês, e ainda são folgados. Talvez seja a região, mas o fato é que… ô povinho! E sobre a Polônia, pareceu extremamente pobre. Em Praga não, parecia igual a Alemanha. Mas Breslau… muito pobre.
Ok, tendo metido o devido pau na cidade, falemos agora das coisas boas da cidade. Sim, a cidade tem muitas coisas boas. Pode-se ver algumas na wikipedia. Está em inglês, mas pelo menos as figuras, todo mundo entende, não?
Então, chegando na cidade, já vimos a Glowny, toda estilosa. (Mais uma vez, senti falta da Bahnhof, a que já estou acostumado). A cidade também tem várias catedrais, pontes, Rynek, Arkady, um belo museu, etc. (vide link acima). Mas, como a cidade é pobre, não tem metrô, e levamos um tempo pra descobrir qual o bonde correto que deveríamos tomar. Era o Dworzec Pks.
O que realmente impressionou foi a Aula Leopoldina. Uma sala de aula modesta, onde professores modestos, do naipe de Erwin Schrödinger, lecionaram.

Então é isso, pra terminar eu conto sobre o dia mais frio da minha vida, que por incrível que pareça, foi em Lüneburg. No dia 06/01/09, fez -16ºC. E, a propósito, o rio congelou aqui também. Mas hoje, que eu estou contando isso, já está fazendo calor denovo… o rio descongelou, a neve está descongelando. Está fazendo 4ºC! Isso é muito quente! Não precisa nem usar duas calças e um pullover por baixo da jaqueta!
27.12.08 – Ano Novo em Praga
II) Praga
Praga foi a melhor e a mais longa parte da viagem. Em Praga estava mais frio do que em Berlim, uns -8ºC. Em Berlim eu tinha visto pela primeira vez uma poça de água congelada, mas em Praga eu vi um lago, uma fonte e um poço (inclusive com algumas moedas) congelado. A fonte era em um parque, no qual apenas os pinheiros tinham folhas. Mas haviam uns pavões, que viviam nesse parque, e ficavam soltos! Bem legal. O poço pra jogar moedas era na vinha do rei, do lado de fora do castelo. Também as vinhas estavam com as folhas todas queimadas… e o jardim do rei também estava fechado. Acredito que no verão essas coisas devam ser muito bonitas!
Mas então, em Praga, ficamos num hotel, um ótimo hotel, que foi reservado com muita antecedência e por isso ficou num preço acessível. Praga tem uma infra-estrutura do mesmo nível da Alemanha, o metrô é bom e aprendemos a usar rapidamente. Depois de algum tempo, já sabíamos de cor as estações e as direções, apesar dos nomes complicados. Também tivemos que trocar dinheiro, 1 euro por 25 coroas tchecas. Mas as coroas tchecas acabaram mais rápido que o planejado… as coisas são caras em Praga.
Uma peculiaridade do povo tcheco é que eles não gostam de trabalhar. O castelo, que deveria fechar as 16h, fechava 15 minutos antes… os guardinhas, que deveriam estar no posto de guarda, encontramos eles dentro de uma loja jogando baralho! E, a moça da informação na estação principal, quando via que tinha algumas pessoas na estação procurando alguma coisa, fechava o vidro pra não correr o risco de alguém vir perguntar alguma coisa pra ela! E a fiscalização no metrô, muito rara (em 6 dias, vimos 1 vez), e no ônibus, inexistente. (Igual na Alemanha, não existem catracas, você compra o ticket se quiser, mas se for pego sem ticket tem uma multa de +- 10x o valor normal do ticket). Tirei uma foto com a guardinha (a única que eu achei, os outros eram todos homens. Eles são como aqueles guardas ingleses do palácio de Buckingham, não podem se mover, não podem dar risada, não podem fazer nada, têm que ficar lá como estátuas, e o pessoal vai tirar fotos do lado deles).
Mas a gente utilizou isso (a vagabundisse deles) também para nossa vantagem. O ticket do castelo dá direito a visitar 1 vez todas as coisas do castelo. Alguns museus, não permitem fotos de jeito nenhum; em outros, precisa comprar um ticket mais caro para ter direito a tirar fotos. Tem gente vigiando, mas as vezes eles ficavam sentados na cadeira, alguns guardas dormiam… e ai, basta um pouco de discrição para tirar fotos de alguns objetos que simplesmente não poderiamos deixar passar sem foto! Outra coisa que foi para nossa vantagem, é que o ticket valia para 2 dias, mas como fechavam o castelo muito cedo, não conseguimos ver tudo nesses dois dias… alguns números ainda estavam desmarcados. Então, fomos lá no terceiro dia e, como sempre, não verificaram a data, limitavam-se a marcar o número do ponto deles! Assim, pudemos ver todo o Castelo de Praga em 3 dias.
Além das coisas medievais do castelo (sala de tortura, loja de armas e armaduras, banheiro medieval, museu de armas…), havia uma catedral. Na catedral, várias esculturas, de gesso, mármore, bronze, prata, ouro, e combinações desses materiais… uma coisa impressionante. Vários museus, cujas histórias misturam as famílias reais originalmente tchecas ou austríacas… Obviamente, museus pequenos comparados com o de Dresden, por exemplo. Mas continha peças similares às dos reis saxônicos, peças de jade, marfim, ouro, etc.
Mas Praga não se limita ao castelo. O Castelo de Praga fica na cidade nova, ou seja, na margem ocidental do rio Vltava. Há muitas coisas na cidade velha. Inclusive as pontes que ligam essas partes são pontos turísticos. Para ver todas as várias coisas da cidade velha, usamos o “free guide tour” que mostra e conta a história dos principais pontos da cidade. É de graça, teoricamente, porquê você paga se quiser, e quanto quiser. Mas geralmente todo mundo dá um trocado para a guia, então na prática não é de graça. Nesse tour, visitamos a catedral da cidade, e várias outras igrejas, o teatro, o museu nacional da República Tcheca, a sinagoga que foi construida com pedras trazidas do templo destruido de Salomão, um prédio torto, e outras coisas.
O ano novo, teve um show com os principais artistas tchecos, no que seria a Av. Paulista deles.
Depois disso, pegamos um ônibus extremamente podre (linha Praga – Minsk), de dar inveja aos “Rurais”, para Breslau. A mulher não falava inglês, a gente era obrigado a ouvir rádio (não tinha como desligar)… e ele precisava ir bem devagar, porque estava nevando e as estradas estavam escorregadias. Depois de +- 3h30 de viagem, com muita neve, estávamos cruzando a fronteira, passando debaixo de um portal com o brasão da Polônia, escrito Rzeczpospolita Polska. Como seria a curta estadia no Voivodato da Silésia?
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