Nihil obstat

Germania, Corinthians, et cetera

08.12.09 – Recomeço do blog

Prezados perdedores de tempo na internet leitores do meu blog:

Depois de 5 meses e 10 dias de inatividade no blog, decidi reativa-lo. Esse post é apenas para alerta-los de que, em breve, haverá novos posts. Porém, agora os assuntos do blog serão agora mais diversificados, uma vez que eu já voltei da Alemanha, faz um bom tempo!

Essa é minha última (ou penúltima, dependendo das subs…) semana de aula, que está sendo muito estressante. Muitos trabalhos, provas, seminários, e tudo o mais que um bom fim de semestre tem a oferecer. Esse porém, não é apenas um fim de semestre, mas também um fim de curso, pois passando em todas as matérias, estarei devidamente formado, em engenharia de computação, pela universidade federal de São Carlos! Bom, pelo menos assim espero… Assim, tão logo eu tenha um pouco de tranquilidade, colocar-me-ei (adoro minhas mesóclises!) a escrever sobre diversos assuntos, com uma frequência razoável.

Em Janeiro estreio minha vida de paulistano, em meu novo emprego na maior cidade do continente. Aos visitantes que cairem nessa página e, bondosos que são, puderem me dar dicas de onde ficar em São Paulo, preferivelmente próximo de algum trem CPTM da linha Osasco-Grajaú, eu agradeceria muito se deixasse um comentário e, se possível, contato! De qualquer forma, qualquer informação seria bem vinda, desde um lugar na favela até um apartamento no morumbi!

Vemo-nos!

08/12/2009 Publicado por leumattiello | Uncategorized | | 1 Comentário

27.06.09 – Kiel und Laboe – Entrando num mar europeu pela primeira vez!

Depois de um período de poucas viagens (apesar de não pouca atividade), anuncio com esse post, que esse finalzinho de Europa terá mais viagens. Comecemos, então, contando como foi o meu antepenúltimo fim de semana no velho mundo!
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Essa é Kiel

Antes que pensem alguma coisa sobre minha primeira entrada no mar, digo-lhes: as águas do atlântico já me eram familiares. Porém, aqui na Alemanha, estive ano passado em duas praias: Spiekeroog, no mar do Norte, e Timmendorfer Strand, no mar Báltico. Ambos já muito familares devido a seus papéis estratégicos como zonas marítimas do jogo de Diplomacia. Em nenhuma dessas ocasiões, porém, eu havia entrado nesses mares. Pois bem, dessa vez, tive a chance de conhecer o atlântico pelo seu lado europeu!
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Eu, indo para o mar. Na primeira entrada, eu não queria molhar a bermuda; mas depois, eu desencanei e fui sem camisa, a água estava gelada e estava um ventinho frio mas eu entrei na água de verdade.

Essa viagem foi, basicamente, uma série de improvisos. Tanto que, da programação inicial, quase nada do que era suposto foi feito. Eu, particularmente, adorei isso, por que ter de improvisar exige que eu abra mão dos truques que eu tenho na manga, e isso é sempre bom para a minha auto-estima. Ainda mais quando todos os demais são novos no país, não conhecem bem os esquemas.

Teoricamente, iríamos com o resto do pessoal da IAESTE. Deveríamos nos encontrar na estação aqui de Lüneburg mesmo. Porém, essa manhã descubro que os caras que cuidam dos trainees já tinham ido, deixando para o indiano a instrução de irmos para Hamburgo, a fim de nos encontrarmos com eles e outros que viriam de IAESTES de outras cidades lá. Foi ai que comecei a alimentar minha auto-estima, demonstrando com todo o requinte o poder do Schones Wochenende Ticket! (Os outros trainees são extremamente novos, acabaram de chegar esse mês).

Acontece que o trem que deveríamos pegar para Hamburgo teve um problema e teríamos que pegar outro, alternativo, q estaria saindo de outra plataforma (que, na verdade, é outra estação). Ter ouvido isso pelo fone, em alemão, e entendido, foi pra mim um ótimo remédio contra a minha baixa auto-estima: para quem se lembra, escrevi um post dizendo o quanto estava decepcionado com meu aprendizado do alemão e, desse mal amigos, afirmo-lhes que já não sofro mais! Fora a moral de saber onde é a tal outra estação, de uso exclusivo da Metronom. Pois bem, pegamos esse outro trem, cujo roteiro é um pouco diferente do normal: ele demora muito mais, pois para em diversas cidades pelo caminho, e deveríamos fazer baldeação em Harburgo.

Lá chegando para fazer a baldeação, percebi que tinha metrô ali mesmo na estação, e ia pra Hamburgo, e chegaria antes do trem que sairia oficialmente. Bom, senhores, ai cometi uma cagada – não sou perfeito, afinal. Fui iludido pelo nome: quem, no metrô em Harburgo pela primeira vez, iria imaginar que “Hamburg Rathaus” (“Prefeitura de Hamburgo”) vai no sentido contrário a Hamburgo, e não ao centro da cidade? Bem, percebido o engano e corrigido imediatamente na estação seguinte, pegamos o metrô s31 agora no sentido contrário e dessa vez descemos na Hauptbahnhof de Hamburgo, estação onde deveríamos nos encontrar com o resto do pessoal, com um certo atraso, apenas para constatar que já haviam partido.

Quem está na água é pra se molhar, então decidimos abandonar completamente o roteiro da IAESTE e fazer a nossa própria viagem. Pegamos o próximo trem para Kiel, já cientes de que não iríamos encontrar o pessoal lá. Chegando lá, fizemos o tradicional – pedi um mapa da cidade para o sujeito, lá na estação mesmo, e fomos seguindo os pontos turísticos. A cidade estava em festa – uma tal de Semana de Kiel! A cidade estava cheia, muita gente de todos os lugares, muitos turistas, festas, músicas, barraquinhas de vários países, etc. Apesar de ter bastante coisa na cidade de Kiel, decidimos ir ver a praia primeiro. Pegamos o ônibus, sem pagar, devido ao poder do Schones Wochenende Ticket, e chegamos a Laboe – uma cidadezinha a 20km de Kiel, com uma bela praia, e com o memorial dos submarinos de guerra alemães, que eu queria ver.
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Réplica, em tamanho real, de um “Unterseeboot” da “Deutsche Kriegsmarine”

Vimos o tal memorial (não entramos, obviamente, por que somente coisas do naipe de Coliseu e Louvre me fariam pagar para entrar), mas vimos por fora, muito interessante, e também essa bela réplica em tamanho real de um desses submarinos, peças do tabuleiro naval em que Karl Donitz jogava com a marinha real britânica e seus aliados. Além de muitos barcos, vimos muita praia, muita gente, e foi nessa que eu entrei no Báltico pela primeira vez.

Vale contrastar os pontos negativos e positivos dessa praia, do ponto de vista de um brasileiro que, teoricamente deveria ser um expert em praias mas na verdade conheceu mais praias alemãs do que brasileiras, ganhando aquelas de 3 x 2 dessas. Nas praias alemãs, em sua grande maioria, não existe sujeira nem poluição no mar. Reflexo de um povo civilizado, e de empresas e governo comprometidos com o meio ambiente; que há muito mais seriedade por parte dos alemães do que dos brasileiros sobre esses temas, creio que todos concordarão que é verdade e não ter encontrado nenhuma lata de cerveja jogada, nem um papel, em uma praia lotada, e sem poluição, creio que basta para comprovar minha tese.

Mas havia o frio, apesar do verão. Nas praias alemãs, dá aquele ventinho gelado que, num dia de tempo ótimo, muito sol e 19ºC (!) torna um pouco inconfortável, apesar de longe de insuportável, ficar sem camisa. A água também é fria e dá um certo choque, exige que você se acostume um pouco antes de conseguir mergulhar o corpo inteiro. E o terceiro detalhe é a cerveja, quente. Além disso, a maioria das pessoas estava com muitas roupas na praia: calças jeans, jaquetas leves, etc. O quinto detalhe não é culpa da praia, mas da Alemanha em si e seus rigores metereológicos: percebi que estou muito, mas muito branco mesmo! Pálido! To parecendo um fantasma!
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Não, a praia não é ruim, apesar dos pontos negativos, eu gostei dela!

Bom, vivenciados esses contrastes, voltamos para Kiel, para ver a cidade em si e alguma coisa do festival. Beneficiados pelo sol, que perciste até a noite. Kiel não é uma cidade com tantas atrações assim. Vimos a Rathaus e a igrejinha central, ambos bem humildes comparados com os das cidades maiores. Comemos alguma coisa, vimos um show-room da BMW, e resolvi comprar esse carro ai! Voltei embora com ele pra Luneburgo! O que acharam? Custou €71000! Bom, diante da impossibilidade de enganar alguém com essa história, digo que comprei uma moto BMW em vez de um carro, era mais barata. OK pessoal, eu confesso. Voltei de trem, fazendo uso do mesmo poderoso e duradouro ticket que havia comprado pela manhã. É, nisso temos que aplaudi-los, aos alemães. Eles sabem fazer carros muito bem!
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Minha suposta nova aquisição…

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Minha segunda tentativa de enganar vocês

E esse, senhores, é só o começo do fim…

28/06/2009 Publicado por leumattiello | Uncategorized | | 5 Comentários

25.05.09 – Musik

Eu hoje me considero uma pessoa razoavelmente eclética. Mas nem sempre foi assim. As idéias e gostos se modificam no decorrer da vida. Conforme você vai conhecendo pessoas novas, vai recebendo novas influências.

Assim foi que, a primeira banda que ouvi e gostei foi o Guns ‘n Roses. Ainda não tinha nem 10 anos de idade, quando meus irmãos ouviam Knocking on Heavens’ Door, Don’t Cry, Sweet Child o’ Mine, etc. E essas são músicas que estiveram sempre presentes desde então, e ainda hoje aprecio ouvi-las.

Também por influência familiar, comecei a apreciar o punk rock com Ramones. E por influência dos vizinhos, o grunge de Nirvana. Também eram muito famosos Red Hot Chili Peppers, Green Day, e outras bandas. Gostava desse tipo de música, e desprezava veementemente pagode e música sertaneja. Algumas influências familiares e de vizinhos, às vezes, causam o efeito contrário. Tanto que jamais consegui gostar de funk, nem do pagode, nem da música sertaneja. Pelo contrário, aprofundei meu desgosto por essas músicas.

Mas ou menos nessa época da minha adolescência, estava estourando Mamonas Assassinas, a primeira banda brasileira que me despertou interesse. A eles, seguiram-se Raimundos e, em menor grau, Skank, bandas que eu assisti ao vivo na Eapic. Havia também me acostumado a Legião Urbana e Raul Seixas mas não os apreciava. É que meus irmãos ouviam muito essas músicas, e eu aprendi as letras e o estilo de uma considerável parte da discografia destes. A influência surtiu efeito tardio mas forte, e hoje são músicas que aprecio.

Com os amigos enxadristas, ampliei consideravelmente meu horizonte musical. Conheci o Heavy Metal de Iron Maiden, e esse estilo é um dos meus favoritos até hoje. A essa, somaram-se Helloween, Angra, e outras bandas. Durante a universidade, essa tendência se manteve e adicionei à minha lista de intolerância o emo. Eu não era eclético. Com exceção das músicas que eu gostava e da música clássica, eu era inflexível com tudo o mais. Com as músicas eletrônicas principalmente, que era forçado a ouvir. Também não gostava de músicas românticas.

Quando comecei a estudar alemão, conheci Rammstein, uma de minhas bandas favoritas atualmente. Eles iniciaram a tendência de buscar músicas em alemão, pois estava tentando aprender o idioma. Aqui na Alemanha encontrei bastante disso, e em todos os estilos. Pelo simples fato da música ser em alemão, eu me interessava pela música, procurando entender a letra, não importando o estilo da música. E assim comecei a ser mais tolerante com todo tipo de música. Die Toten Hosen e Die Ärtze eu conheci aqui na Alemanha, e são bandas que provavelmente vão estar em minhas playlists por um bom tempo. E até abri algumas exceções para a música eletrônica.

Também passei a ser mais tolerante a certos estilos vulgares. Aquele tipo de música que, em determinado momento estoura, e passam-se alguns meses e ninguém lembra mais. Como o Rap das Armas, depois de assistir Tropa de Elite: Parapararrapapapappaprprpaprpaap pa pá… E o Reggaeton, que é vulgar mas é uma evolução natural a quem aprende Salsa. Mas ou menos como passar do Samba formal ao Pagodão vulgar. Mas não, ainda não gosto de samba, muito menos de pagode! Não creio que isso venha a acontecer tão cedo!

Foi na França que aprendi a apreciar música italiana contemporânea. Em Paris, conheci o italiano louco chamado Marco, que estava presente no pique-nique no parque de Montsouris, com seu violão. Ele cantava “Attenzione, concentrazione, ritmo e vitalità!”. Senti-me feliz porque as músicas em italiano eu sou capaz de memorizar trechos para googlear mais tarde e encontrar a música no youtube. Em alemão, esse processo é um pouco mais complicado. Mas, enfim, descobri que essa música chama-se Beppeanna, e a banda chama-se Banda Bardò, a qual já tem presença no meu HD.

Juntando-se essa coisa de música italiana com Legião Urbana, que a saudade do Brasil me levou a ouvir, você acaba chegando às músicas em italiano do Renato Russo. E, ouvindo essas, o youtube te induz, com sua coluna de vídeos relacionados, à Laura Pausini. A qual eu conhecia e não me interessava. Mas tanta é a sua fama que, apesar de eu não gostar até então, tinha a resposta na ponta da língua quando o italiano em Paris, que gostava bastante dela, me perguntou se ela tinha gravado músicas em português. Claro que sim, não sabia quais, pois eu não ouvia suas músicas, mas sabia que sim. Enfim, depois de ouvir algumas músicas dela no youtube, passei a aprecia-las bastante, tanto as em italiano quanto as em português.

E hoje estão muito em baixa todas as músicas cantadas em inglês. Evito ouvir músicas em inglês. Isso enfraqueceu meu gosto por heavy metal, mas injustamente. Porquê eu descobri que alemão é um idioma que se encaixaria perfeitamente ao heavy metal, e as bandas metal de todo o mundo deveriam adota-lo! Mas o inglês continua caindo bem com seu tradicional Rock ‘n Roll. Percebi que, a grosso modo, as línguas anglossaxônicas parecem ter sido feitas para as músicas pauleiras, enquanto as línguas latinas são boas para as músicas românticas. Claro, nada impede que se faça música paulera de qualidade com língua latina ou música romântica com língua anglossaxônica. Bons exemplos disso, para me contestar a mim mesmo, são a banda de metal argentina Rata Blanca, e a cantora romântica austríaca Cristina Stürmer.

Mas o fato é que, houve o tempo em que o inglês dominava com quase hegemonia minhas músicas. Hoje, o inglês ainda existe, ACDC é um bom exemplo, mas anda em descrédito. Quem manda agora é o português. Dou muito crédito a estrangeiros que cantam em português. Como a Shakira, antes de começar a cantar suas músicas em inglês e fazer eu perder o gosto. E alemão tem uma presença forte, e italiano está crescendo, é a minha nova moda. Eu tenho também música em espanhol, em russo, em japonês, em latim e em árabe.

25/05/2009 Publicado por leumattiello | Uncategorized | | 6 Comentários

17.05.09 – Show do AC/DC em Gelsenkirchen!!

Na sexta, dia 15, eu estava gripado. Tomei um chá quente e tratei de me encorujar debaixo das cobertas bem cedo! O conforto, aconchego e as longas horas de descanso físico e mental proporcionaram ao meu corpo a chance de quase eliminar a gripe e de despertar cedo no dia seguinte, muito bem disposto.

Assim, às nove da manhã encontramo-nos nós quatro na Am Sande, onde Konstantin aguardava com seu Mazda 3. Após alguns kilômetros de estradas regionais, entramos na Autobahn – as famosas estradas sem limite de velocidade da Alemanha! E essa foi a primeira coisa que eu matei a vontade de conhecer durante a viagem. A Autobahn.

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Parados em uma das áreas de descanso da Autobahn. O Konstantin diz que seu carro é bem normal, e de fato é, aqui. Mas no Brasil um Mazda 3 2008 faria uma moral, e se faria!

Chegamos a Essen e dirigimo-nos ao hostel Bola. Que não é apenas um hostel, é uma Kulturhaus (Casa de cultura) também. Tinha um palquinho, biblioteca, computadores, pianos, etc. Mas nada disso foi usado, senão extraoficialmente o piano pelo colombiano, tentando, enferrujado, dar umas palhinhas em Pour Elisè. Um lugar barato, longe da cidade mas, como estávamos de carro, isso não era um problema. E o hostel era muito bom. Haviam dois gatos gêmeos, extremamente idênticos. Tanto que demorou um tempo para eu perceber que eram dois, e não um único gato: só percebi quando, espantado, vi os dois ao mesmo tempo. O pessoal do hostel era muito hospitaleiro, e não havia nenhum outro hóspede no hostel.

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entrada do “Bola Hostel und Kulturhaus”

A segunda coisa que queria conhecer era a cidade de Essen. E nessa vontade me decepcionei desgraçadamente. A cidade não tem nada pra se ver. A única coisa boa que reconhecemos dessa cidade, foi a balada! Sim, o baile foi muito bom, no sábado a noite. Delta Disco, em Essen. Um lugar memorável. Se todos os bailes de lá forem assim, pelo menos no quesito balada a cidade está bem servida.

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Pra não dizer que a cidade não tem nada, tirei foto dessa igreja.

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Antes da balada, as crianças brincando de escrever no guestbook do hostel, cada um em seu idioma. Fiz questão de diferenciar bem o dialeto sanjoanense em relação ao português padrão.

Tendo conhecido a cidade e festejado no sábado, dormimos bastante no domingo. Por volta das duas da tarde, todos estavam a postos para deixar o hostel. Rumo a Gelsenkirchen, a terceira coisa que eu queria conhecer. No entanto, a cidade, conurbada com Essen, foi tão decepcionante quanto essa, e com a desvantagem de não termos ido à balada, assim nada de bom se pode afirmar acerca dessa cidade, exceto a toupeira vista no parque central, uma outra novidade, inesperada, que conheci nessa viagem. Já havia me habituado a conviver com diversas espécies de animais. Os esquilos, coelhos e patos são muito comuns por essas terras germânicas. Também com aqueles típicos das ruas brasileiras, os cães e os gatos. Também com os globais e cosmopolitas pombos. Até tucanos e maritacas que às vezes nos visitavam lá em São João. E as capivaras da federal. Mas, toupeira, eu nunca havia visto!

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Pra não dizer que Gelsenkirchen não tem nada, tirei foto dessas árvores ai

E assim, chegamos à minha quinta novidade. O estádio “Veltins Arena”. Veltins é uma marca de cerveja alemã, que ajudou financeiramente na construção do estádio, recebendo em troca do Schalke 04, o clube dono do estádio, o direito de dar o nome ao estádio, que é um dos mais modernos do mundo e que foi uma das sedes da copa do mundo de 2006. E também o direito de ser a única cerveja vendida dentro do estádio. Infelizmente, ai na nossa querida terra brasilis os honrados cartolas não têm ousadia, coragem, vontade política, inteligência, capacidade para ter idéias como essa e dar à torcida mais fiel do mundo um estádio à altura de sua grandeza. Porquê as oportunidades não faltam: um grande jogador estourando na mídia, patrocínios multimilionários, uma copa do mundo se aproximando… O que falta é a criatividade, a inteligência, a vontade para implementar algo como um Veltins Arena para o Corinthians. Ou pelo menos uma concessão do Pacaembú, que não seria de todo mal, pelo menos poderíamos disputar os campeonatos do ano do centenário no próprio estádio, estádio tradicionalíssimo, palco de conquistas épicas, que já é nosso na prática, mas poderia ser também no papel. Mas tudo bem, é esperar demais dos cartolas brasileiros que tenham visão de longo prazo, como os do Schalke 04. Que hoje gozam dos recursos extras que o estádio próprio proporciona. Como uma porcentagem do valor do ingresso que eu e outras dezenas de milhares pagamos para assistir a esse show.

E a sexta e última novidade da viagem, foi o ACDC!!! As lendas australianas que produziram o segundo mais vendido álbum do universo. Os velhos aguentaram, deram um grandíssimo espetáculo! Tocaram músicas de épocas bem espalhadas ao longo dos 30 e poucos anos de existência da banda. Filmei as que eu mais gosto, tirei algumas fotos. Constatei que o Angus Young é um guitarrista melhor do que eu pensava, ao ver sua performance ao vivo. E também da ótima escolha que foi o Brian Johnson. O britânico parece ter nascido para cantar nessa banda! Ele se adapta perfeitamente ao estilo da banda. Apenas esses dois fazem o espetáculo; os outros ficam parados. O baixista e o guitarrista base ficam parados o tempo inteiro. O Angus e o Brian ficam se mexendo, correndo, fazendo palhaçadas. Principalmente o Angus. O baterista, me pergunto se se movimentaria caso não estivesse restrito pelo ofício, ou se ficaria parado, morto, igual os outros dois. O show também tem vários artifícios teatrais, como o trem para “Rock ‘n Roll Train”, o sino para “Hells Bells”, etc. Que foi o melhor show da minha vida, pode-se afirmar com muita certeza. Apesar de eu não ter ido a shows desse nível, para poder comparar.

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As condições não eram as melhores para se tirar fotos. Isso foi o melhor que eu consegui.

20/05/2009 Publicado por leumattiello | Uncategorized | | 4 Comentários

14.05.09 – Considerações I: Aprender alemão na Alemanha

Estou num estado de contradição. Quero escrever e, ao mesmo tempo, não quero. Sei que os posts mais apreciados são os que eu conto sobre as viagens que faço. Os que apenas filosofo, que não contêm ação, não despertam muito o interesse. Mas, esses são os que eu mais aprecio escrever. E esse é mais um desses. Enquanto batalho para encontrar um tema, sinta-se a vontade para desistir da leitura, se quiser.

Pois bem. O fato é que está chegando perto da hora de voltar. Faltam dois meses e dois dias. Já dá pra eu ir começando a fazer as considerações finais… Uma coisa que eu aprendi aqui, é que a Alemanha é um péssimo lugar para se aprender alemão. Não venha para cá, se esse for seu objetivo: aprenda ai mesmo, só depois que já estiver quase fluente, venha para aperfeiçoar o idioma. Por outro lado, se seu objetivo for aprender inglês, pode ser uma boa. A maioria dos seus amigos serão estrangeiros (em relação à Alemanha né, dãããã) que não falam alemão, ou que falam mas, por que muita gente no grupo não fala, sempre acaba sendo o inglês a língua falada nesses eventos internacionais. Ou espanhol! Sim, aqui você vai ter mais oportunidades para aprender e praticar o idioma de Cervantes, do que o idioma de Goethe. Porque em qualquer lugar do mundo que você for, haverão sempre muitos falantes de espanhol, e eles sempre preferem, obviamente, falar espanhol. Português também é uma boa, brasileiro tb não é coisa rara de se encontrar e as vezes até se acha algum português ou angolano (não, timorense ou macauense não será assim tão fácil). Mas se você está lendo isso, provavelmente não precisa tomar nenhuma atitude pra melhora-lo.

O que eu quero dizer é que você não será obrigado a falar alemão em nenhum momento. Nem pelos amigos nas festas, nem pelos colegas no trabalho. Você optará por não ter televisão, e o imposto que eles cobram pela televisão será o menor dos motivos. Você tentará ouvir rádio, e perceberá que para cada 10 músicas em inglês eles tocam 3 em italiano, 2 em espanhol e uma em alemão. Você criará sua playlist no youtube com músicas em alemão, que não vai ajudar em absolutamente nada, e como você é eclético, logo você vai se cansar dela e vai procurar músicas em outros idiomas, e ai você vai encontrar músicas em italiano, vai conseguir entender mais ou menos a música e vai acabar aprendendo mais italiano do que alemão nessa jogada. Você tentará ouvir rádio de notícias, ficará craque em entender as notícias, mas vai perceber que não adianta nada porquê a linguagem usada nas notícias não vai te ajudar a entender a linguagem popular, que é a mais difícil. E nem a linguagem formal, porquê a linguagem jornalística é diferente de ambas. Você não vai sair por ai falando de política, de guerra no Afeganistão… você não vai chegar para uma pessoa e dizer, “Ei fulano, o Pontífice está realizando nesse momento uma visita de estado a Israel”, no máximo ouvir esse tipo de rádio vai enriquecer seu vocabulário com alguns termos chics para a gripe do porco…

Você pode sim, aprender alemão aqui, desde que não precise trabalhar. Se você vier para um curso de alemão, especificamente. Mas isso você pode fazer ai mesmo, não precisa vir pra cá. E se você acha que, vindo pra cá por outro motivo, o aprendizado do idioma virá naturalmente como um efeito colateral, volte dois parágrafos. Bom, quando você tentar iniciar uma conversa em alemão e o sujeito responder em inglês (esfregando na sua cara, com esse simples gesto, que seu alemão é tão horrível que você não deveria nem estar tentando), você saberá do que eu estou falando. E ai você anda com os hispânicos e entende boa parte do que eles estão falando sem nunca ter estudado espanhol e se questiona, onde eu estava com a cabeça quando resolvi aprender alemão?

Por algum tempo eu me senti mal com essa história. O fato é que você não se sente bem quando percebe que é incapaz de fazer alguma coisa. Porquê, apesar do tempo que eu passei aqui, ainda não consigo conversar em alemão. E, do jeito que é minha vida aqui, mesmo daqui 5 anos estaria a mesma coisa. Mas, saber que não é o único burro, serve como consolo. Todos os outros estagiários que vieram pra essa empresa, tinham algum conhecimento prévio de alemão. Nenhum deles saiu daqui falando o idioma. Diego, do Werder Bremen, já está aqui a 3 anos. Não fala. Poderia procurar e citar mais exemplos. Poderia até citar alguns exemplos de sucesso. Mas não vou citar os de sucesso, porque eu quero me sentir menos burro, oras! Sim, se eu tivesse um pouco mais de boa vontade pra estudar sozinho, fazer exercícios do livro (que eu nem toquei, desde que cheguei) e da internet depois do trabalho (isto é, na hora pior hora possível pois você já está cansado) talvez eu tivesse aprendido alguma coisa. Mas, metade da minha estadia aqui eu não tinha internet. E na outra metade, eu passei a ter internet em casa, e foi justamente esse o problema… E além disso, se eu estudasse, não teria tempo pra coisas úteis como jogar fut, pra ir pras festas, pra perder tempo na internet…

Pois essa é a minha consideração sobre aprender alemão na Alemanha. Nesse ponto, a experiência não foi boa. Farei outras considerações, algumas sobre experiências positivas, outras sobre experiências negativas.

14/05/2009 Publicado por leumattiello | Uncategorized | | 10 Comentários

17.04.2009 – Dublin

Última parte da viagem. Irlanda.

Foi o primeiro país europeu fora da área Schengen que eu visitei, por isso fiquei um pouco apreensivo quando passei pela imigração. Na fila, haviam alguns brasileiros que tiveram problemas com isso. E eu só observando, quieto e preocupado. Mas, felizmente, para mim, foi tranquilo.

Sai do aeroporto sob forte chuva e um considerável frio. Dublin não tem um clima amigável, digamos assim. Mas a cidade é bem legal.

A primeira coisa observada é que nas placas eles escrevem primeiro na língua local oficial, alguma variante céltica (não sei bem), mas que ninguém fala, pelo menos em Dublin. E, em baixo, inglês. Observe que a letra minúscula é a primeira, e o resto em maíscula!

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Ai eu peguei um desses free tours, que oficialmente são de graça, mas no fim você eles pedem um dinheirinho, o quanto vc quiser dar, se quiser. Dei uma moeda de 1 euro, afinal gostei do tour. O rapaz disse muita coisa que eu não sabia, sobra a Irlanda e especificamente sobre Dublin, e as histórias associadas a cada edifício que visitávamos. Como por exemplo, o Castelo de Dublin. Esse ai em baixo. Muitos eventos importantes na história da Irlanda se passaram nesse castelo.

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Há também em Dublin um legado viking. Essa parte da cidade foi construida pelos vikings.

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O St. Stephan green, um belo parque. Que já serviu de trincheira.

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E o Temple Bar, uma área da cidade cheia de bares, bem legal para se divertir. Os desse bar parecem gostar de bandeiras. Mas não gostam da América do Sul.

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E aqui termina minha epopéia. Minhas andanças pela Europa. Não tenho mais férias. Por isso, não esperem mais aventuras fora das redondezas da pacata e acolhedora Lüneburg.

04/05/2009 Publicado por leumattiello | Uncategorized | | 7 Comentários

12.04.09 – Paris

Ok. Paris foi suficientemente convincente. Roma, apesar de impressionante, não é tão exuberante quanto Paris. E, dessa vez, será difícil alguma outra cidade no mundo ser ainda mais convincente. Paris não é impressionante. Paris é inacreditável. As coisas que os caras constroem, você não acredita! Fica pasmo!

Enfim. Minha estadia na França começou no domingo de páscoa, de manhã, quando o avião aterrissou no aeroporto de Paris-Beauveais, que na verdade é bem mais Beauveais do que Paris. O ônibus do aeroporto percorreu uns 80 kms pra chegar até a estação de Porte Mailot, próximo ao centro de Paris. Próximo a essa estação de ônibus, está uma de metrô, de mesmo nome. E também uma praça, de mesmo nome. E uma avenida. Adivinhem o nome. Não! O nome da avenida é diferente. Chama-se Avenue de la Grande Armeè, e vai direto para o Arco do Triunfo!

Pois então caminhei um pouco por essa avenida, ignorando a pobre Avenue Carnot, sujeito do qual já ouvira falar algum dia, quando preocupava-me com os seus famosos ciclos e com o vestibular. E cheguei ao Arco do Triunfo. Não entrei lá embaixo, não. Precisava pagar. E, além disso, de fora, já tinha uma boa visão do famigerado monumento.

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A próxima parada foi a Torre Eifel. Caminhei pela Avenue Kléber, deixando a Champs-Eliseè para uma outra oportunidade, e fui parar no Palais Chailot. De lá se tem uma vista perfeita da Torre Eifel, além de um belo jardim, e uns rebeldes Sri-lanqueses fazendo um protesto pacífico, não entendi muito bem porquê, mas tem algo a ver com a guerrilha tâmil. Como isso não é da minha conta, ignorei essas pessoas, tirei minhas fotos, desci pelo jardim com fontes, e fui ver a torre mais de perto. Do outro lado da torre, havia o belo parque Champ de Mars, onde várias pessoas descansavam, alguns faziam pic-nics. Eu aproveitei pra ficar susu um pouco, antes de continuar.

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Um dos outros vários pontos turísticos de Paris, é a Basílica de Sacrè-Creur. De lá, além da própria bela construção em si, se pode ver uma boa parte da cidade! Dentro da basílica, é estritamente proibido tirar fotos. Tem até uns guardas vigiando. É exatamente por isso que eu fiz tantas fotos quanto pude! Nada me atiça mais a tirar fotos, do que uma plaquinha de proibido fotos. E mais ainda, se tiver guardas vigiando! Coloco em prática a mais sutil discrição, e faço fotos de tudo o que posso.

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É claro. Claro que passei lá também. E fiz muitas fotos, de dentro, e de fora. Mas lá, era permitido. Quem, olhando a foto abaixo, não souber do que estou falando, peço que por favor, estude mais, ou assista mais desenhos. E, coloquei a foto da cafeteria em vez do lugar em si. Porquê, quem pesquisar por imagens da tal catedral vai achar fotos mais do que suficientes e bem feitas, mas da cafeteria, será? Não tentei… nem vou perder meu tempo tentando.

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O Museu do Louvre responde por 1,5 dos 5 dias que passei em Paris. Não apenas porquê a construção é gigante a ponto de humilhar qualquer outra que já tenha visto com meus próprios olhos. Não apenas porquê a construção em si, é tão rica em detalhes, a ponto de competir com os duomos italianos já mencionados. Também, não apenas, porquê tudo ao redor do Louvre é grandioso e chic. E também, não mencionando o Jardin des Tuileries, o quintal do louvre, que gastei outro 0,5 dia além dos 1,5 dedicados somente à construção do Louvre. Tudo isso apenas pra descrever o exterior do Louvre. Nem vou falar do interior, porquê demandaria muitas palavras, e eu estou tentando ser sucinto aqui! Essa imagem demonstra o teor das coisas que vi no interior do Louvre. A mesa de jantar do imperador Napoleão III. Muito humilde. Sobre as obras de arte de todas as partes do mundo, então, nem comento.

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E, sendo o Louvre a última coisa que eu vi em Paris, sai da cidade artístico. Da mesma forma que saira espiritual, de Florença. E parti para Dublin, para completar a trilogia de países nos quais passei minhas férias.

27/04/2009 Publicado por leumattiello | Uncategorized | | 19 Comentários

10.04.09 – Pisa e Florença

Sim. Nova viagem. Aproveitando a sexta-feira santa, pedi mais cinco dias de férias e emendei toda a semana seguinte, totalizando nove dias longe do trabalho. Que deveriam ser aproveitados, da melhor maneira possível.

Há quem possa pensar que todas essas viagens são caras. Viagens desse tipo, eu também pensaria que fossem caras, na minha antiga mentalidade de brasileiro que nunca saiu do Brasil. Não que brasileiros que nunca sairam do Brasil sejam burros, retardados, inferiores, não, por favor, não infiram isso de minha afirmativa! O que eu quero dizer é que, estando na Europa, viajar para outros países europeus é mais fácil e barato do que se imagina, quando não se está aqui. Não é a toa que os europeus adoram gastar seus fartos dias de férias viajando. Graças a três fatores:

- Ryan Air. A imprevisível companhia aérea irlandesa, que vez ou outra, com uma frequência até razoável, oferece vôos a 1 centavo por pessoa. Mais frequentes ainda são os vôos na faixa de 20 euros por pessoa, em média, o que, para um vôo internacional, é um preço bastante razoável. Porém, preços esses que são bastante instáveis, e podem subir algo como 100 euros do dia para a noite. Assim, a questão do transporte se resume a aproveitar as oportunidades, e escolher os dias em cada cidade, de acordo com os vôos baratos disponíveis. Logística pura. Exercício de minimização de custos.

- Couchsurfing. Você fica hospedado em uma casa, com muito conforto, com alguém disposto a te mostrar a cidade, e conhece gente nova. Sem qualquer custo, senão ser respeitoso e gentil com o anfitrião, talvez alguma lembrança ou algo do tipo. Funciona muito bem, a não ser que esteja ocorrendo algo na cidade que atraia muita gente, e então todos os possíveis anfitriões recebem muitas requisições. Enfim, funciona muito bem.

- Área Schengen: Você pode viajar para a maioria dos países europeus sem se preocupar com visto e coisas do tipo. Não precisa passar por agentes de imigração, ninguém nem olha seu passaporte, você simplesmente desse do avião e sai do aeroporto, para a cidade, desde que seu vôo seja proveniente de outro país da área Schengen.

Dito isto, passemos então à viagem em si. Será um longo relato…

Da segunda viagem à Itália, pais que gosto muito, me sinto muito bem quando vou lá. Desnecessário mencionar que a viagem valeu a pena, apesar de alguns problemas que ocorreram.

O primeiro foi a instabilidade da Ryan Air, que me custou 20 euros. É que eles mudaram umas regras, e agora, eu deveria ter imprimido a passagem, e não retirado gratuitamente no check-in, como de costume. Agora eles cobram 20 euros por isso. Felizmente, não precisei pagar essa taxa para os próximos vôos, pois tomei o cuidado de imprimir as outras passagens, tão logo tive a oportunidade de visitar uma lan-house na Itália. Esse não foi o único problema, aliás foi o menor dos problemas. Ainda vivi algumas aventuras e desesperos na Itália, devido a outro problema maior.

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O aeroporto de Hamburg-Lübeck (LBC), que mais parece um galinheiro

Mas, antes do problema, cheguei em Pisa. Meu plano previa apenas ficar o resto da tarde em Pisa. Assim, tomei um delicioso sorvete de chocolate na praça Giuseppe Garibaldi, andei pelas belas ruas de Pisa, cruzei uma das estilizadas pontes sobre o rio Arno, e fui ver a torre. Lá fiquei algum tempo (pois não é apenas a torre, tem várias coisas em volta da torre). E depois, fui à estação de trem com destino a Florença.

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A torre é pequena. E desesperadoramente torta!

Cheguei em Florença a noite. Não pretendia fazer nada em Florença aquele dia. Apenas de posse do mapa do Google mostrando o caminho da estação Santa Maria de Novena até o Hostel, sobre uma chuva fraca mas constante, com alguma dificuldade encontrei o local. Dificuldade, pois a escala do mapa era inadequada e muitas ruas não eram exibidas no mapa, tornando-o confuso. Chegando no local, me deparei com o problema principal da viagem. Haviam feito overbooking e não havia lugar para mim no Hostel! E eu não tinha um plano B! Havia feito a reserva pela internet, recebido confirmação e, apesar disso, não foi possível permanecer no Hostel. Ok, fiquei então na desconfortável situação de estar numa cidade desconhecida, a noite, sem ter a menor idéia de onde ir. E sem saber falar o idioma local, apesar de que, nos momentos de desespero, de alguma forma você consegue se comunicar – e, por sorte, italiano é um idioma fácil de se improvisar. Não é como Polonês, Mandarim, ou coisas do tipo – o que, se fosse, seria realmente desesperador. Como meu amigo, que foi para a Látvia e passou por alguns apuros similares por lá – lugar onde pouquíssimos falam inglês, e eles têm um idioma que não tem nada a ver com o nosso e completamente desconhecido, que não dá nem pra tentar falar oi ou algo do tipo.

Mas, modéstia a parte, eu sou ninja. No fundo, eu até gosto desse tipo de dificuldades. Somente quando quando consigo, e depois de, resolve-las, claro. Mas, como eu sou ninja, eu consigo resolve-las, na maioria das vezes. Não foram poucas as vezes que cheguei em Campinas, na segunda feira a noite, na minha época de estagiário da Motorola, e não tinha vaga na pensão. Ou quando, por algum motivo qualquer, que invariavelmente estava fora do meu controle, não podia pegar o último ônibus de Porto Ferreira para São Carlos. Sim, em 4 anos e meio de universidade, lidei com muitos problemas desse tipo, e por isso sou ninja. Atuei e resolvi mais esse problema.

Primeiro, não podia contar com o mapa do Google, que mal pode me orientar até o Hostel, motivo único e exclusivo porquê fora impresso. Mas eu tinha um guia do Hostel que eu havia impresso, com informações sobre os pontos túristicos, atividades e, mais importante, com endereços de lan-houses, e os horários em que ficavam abertas. Enfim, pus-me a andar pelo centro de Florença, olhando todas as construções com o objetivo de encontrar ou uma lan-house, ou um outro hostel. Até achei um hotel, 130 euros por noite. Não, obrigado. Quase não acreditei quando dei de cara com uma livraria aberta, em plena sexta-feira santa (o que aliás, na Itália, foi uma outra dificuldade, pois quase tudo fica fechado nesse dia), às 10h30 da noite! Lá, comprei um mapa barato e que me foi utilíssimo durante o resto de minha estadia por lá. Com esse mapa, pude me dirigir à lan-house aberta mais próxima. Lá imprimi as passagens, e procurei por hostels e hotéis na internet. Apenas anotei vários endereços, e com o meu mapa fui me guiando até esses endereços. Segundo hotel, 60 euros. Ainda muito caro. Terceiro e quarto, 50 euros. Não, não dá. Nisso, já era meia noite e meia e tinha parado de chover. E foi aqui que as coisas começaram a melhorar. Esse quarto hotel estava em uma rua cheia de hotéis, o que foi bom, pois muitos desses outros não estavam na internet. Procurei o pior hotel da rua. 30 euros. Por exceção do proprietário, que simpatizava com o Brasil, e após conversar em um misto inteligível de português-italiano sobre futebol, o principal interesse em comum, o proprietário ofereceu um quarto por 30 euros. Um quarto que era, na verdade, ótimo. Melhor do que eu ficaria no Hostel, por 10 euros a mais, e ainda com suite, e dormindo sozinho!

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E o quarto, ainda era melhor do que eu esperava!

Depois dessa aventura toda, tive finalmente meu descanso, acordei, e fui finalmente exercer turismo em Florença. O know-how das andanças na noite passada, e o utilíssimo mapa que eu havia comprado, me facilitaram ver, senão tudo o que se pode ver em um dia, quase tudo, o principal. Comecei pelo Duomo. Que me deixou em dúvida. Se era maior que o de Colônia ou não. Pois o de Pisa e o de Milão eram pequenos. Até mesmo as construções do Vaticano eram pequenas. Realmente, Florença humilha Pisa quando o assunto é o tamanho das construções. Mas não deixa a desejar nos detalhes. Não entrei na Catedral, porquê a fila era gigantesca! Enfim, como café da manhã, comi uma pizza ali por perto e segui meu caminho para os diversos pontos turísticos de Florença, que não são poucos. Fiquei o dia inteiro andando, fiz até bolhas nos pés. Mas até isso eu já havia me acostumado, nos tempos de universidade, como atleta ocasional que era, que nas aleatórias e poucas vezes que resolvia jogar futebol era premiado com maravilhosas bolhas nos pés e dores nas pernas. Como se pode ver, não foi apenas cálculo, programação, e esse tipo de coisa que aprendi na universidade.

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Pizza!!! Na Itália!!! Quer coisa melhor?

A noite, já estava decidido a não dormir. Aliás, outra situação que, pra variar, os anos universitários fizeram com que não fosse novidade. O fato é que meu vôo sairia de madrugada. Então, comecei o domingo de Páscoa no próprio duomo, dessa vez no interior, e sem filas para entrar, assistindo à vigília de Páscoa. Terminada a vigília, fui ao ponto de ônibus que me levaria ao aeroporto de Pisa, esperei um pouco, e por fim, tive duas horas de sono na desconfortável poltrona do avião. Comecei o dia de manhã, em Paris, quebrado. Mas ainda teria um dia cheio de atividades por lá! E, felizmente, não ocorreram mais problemas pelo resto dos sete dias de viagens. Que foram muito bons, todos eles. Inclusive esses, apesar desses problemas.

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O Duomo de Florença. Finalmente algo que se iguala ao Dom de Colônia! Mas, ao contrário de Colônia, Florença não é só a catedral. Florença tem quase tantas coisas quanto Roma. Só tem menos, talvez, por ser menor. Não é a toa que a cidade fora o centro da Renascença. Cidade obrigatória para quem visitar a Itália, nada menos do que isso. Eu diria que, a ordem de importância seria a seguinte: Roma; Veneza; Florença; Milão; Pisa.

20/04/2009 Publicado por leumattiello | Uncategorized | | 6 Comentários

01.03.09 – Serenissima Venezia

Veneza foi a última parte da primeira viagem à Itália. Uma cidade peculiar. Uma cidade grande, rica, em pleno século 21, onde não há carros, nem ônibus, nem quaisquer transportes terrestres, mas que sobrevive muito bem apesar disso. Pouco chão, as ruas todas apertadinhas e muita água: assim é Veneza.
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O tempo não estava tão bom quanto em Roma. Estava frio e nublado, bem ao estilo Hamburgo. Apesar disso, ainda pude aproveitar um bom sorvete enquanto contemplava o mar Adriático. Feliz por ter encontrado um sorvete de 1 Euro! Porquê, na maioria dos lugares, o mesmo sorvete, 1,50, 2,00, até 2,50… é incrível como o turismo distorce o valor de mercado das coisas e cria aberrações na concorrência como essas.
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Essa é a Piazza San Marco, vista da Catedral de San Marco.
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E essa é a catedral, vista da praça! Por dentro, a catedral tem vários mozaicos, tipo aqueles bizantinos, minúsculos quadradinhos colados um ao lado do outro formando figuras no teto e nas paredes! É muito interessante. E não foi poupado ouro na decoração interna da catedral. Pena que não tenho nenhuma foto…
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E, claro, os canais e as pontes! Isso é o que não falta por lá.
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Na vitrine de uma loja, eu vi uma bolsa de 20000 euros. Diante dessa pechincha, eu até considerei compra-la para dar de presente para a mãe, mas achei melhor não, porquê barato desse jeito a qualidade não deve ser muito boa. Deixando de lado a ironia, NÃO! Não era uma bolsa feita de ouro, enfeitada com diamantes… NÃO! Era uma bolsa NORMAL! NORMAL!!!! E o pior… ainda tem gente que COMPRA! Só porquê é de uma determinada marca, que eu nem conheço… Eu não entendo, porquê alguém desembolsaria 60000 (!) reais em UMA bolsa, quando poderia comprar uma similar por, sei lá, uns 30 reais???? Isso no mesmo planeta em que boa parte da população vive com menos de 1 dólar por dia!!! Bah… Não, não sou um comunista perigoso, bobo feio e malvado, mas isso já é demais pra minha cabeça. Mudemos de assunto, para não se aborreçam, e nem eu.

E essa foi a última cidade da minha primeira viagem à Itália!
Amanhã (10/04/09) faço a segunda. Os destinos: Pisa e Florença! E outras cidades não italianas, que saberão no devido tempo.
Ah, e não, não teve terremoto para onde eu vou!

09/04/2009 Publicado por leumattiello | Uncategorized | | 4 Comentários

28.02.09 – Urbs Aeterna – Roma!

Roma foi a melhor parte. Até agora, foi a melhor cidade que eu já estive em minha vida. E olha que eu já estive em Vargem Grande, Aguaí, Descalvado… até São João! (heheh)

Brincadeiras a parte, Roma parece uma cidade feita para os turistas. Em todas as construções, há a preocupação com a estética. E não há pontos turísticos em Roma – quase todos os lugares são turísticos, então assim fica difícil enumerar pontos, e qualquer lugar que se ande pela cidade, ver-se-á algo bonito.

O passeio começou pelo Coliseu. Basta descer na estação de metrô “Coloseo”. Fácil, não? Aliás, muito bom o metrô de Roma, fácil de se orientar e vai para todos os lugares. Este é o Coliseu. Depois do Coliseu vimos o Foro Romano, que tem algumas ruinas advinhem de quem… dos romanos né, obvio. Um fato interessante de se mencionar, pelo menos eu achei engraçado: ao redor do Coliseu, tem uns caras vestidos de guardas pretorianos. Um grupinho de mocinhas turistas estava passando, e o guarda, como bom italiano que é, não poderia deixar de exclamar, em alto e bom som: “Mamma mia!”

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E é tudo ali pertinho. O Vaticano é como um bairro, no centro da cidade, murado. Tem a praça principal, e uma pequena fila para entrar no museu, motivo porquê preferimos não entrar. Vimos a praça, e fomos para a capela Sistina. Tinha várias coisas, vimos tudo, e saimos então do Vaticano.

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E foi então que eu comi uma deliciosa Pizza! Depois de muito caminhar, já a altas horas da tarde sem almoço, tudo isso fez com que aquela pizza fosse a melhor que eu já comi. Talvez não seja a melhor, pois é uma pizza simples (Marinara), mas devido à fome e às circunstâncias, aquela pizza foi maravilhosa.

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Logo alí, perto do Palácio da Justiça, eis a ponte em minha homenagem! Ok… em homenagem ao meu xará, o grande magnífico rei Vossa Majestade Umberto I. O melhor rei de todos os tempos. Pelo menos, no nome.

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E a Fontana de Trevi! Acreditem, estava calor em Roma, e é extremamente refrescante aquela fonte no meio da cidade! E outras coisas…

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06/04/2009 Publicado por leumattiello | Uncategorized | | 3 Comentários