Nihil obstat

Germania, Corinthians, et cetera

08.06.09 – Considerações Finais II – As Quatro Estações

Hoje voltei pra casa filosófico. Pensativo. Após lidar com um interessantíssimo (sem ironia) problema de criptografia no trabalho, que persistiu na minha cabeça por algum tempo. Mas enfim, lembrei-me da necessidade de escrever um interlúdio entre minha última viagem e a próxima. Pois bem, que se encaixe aqui então mais uma de minhas considerações finais!

Sobre um dos aspectos interessantes que eu vivenciei aqui – a acentuada discrepância entre as estações. Que existe não apenas no clima, mas nos costumes – que de certa forma, precisam se adaptar ao clima. Tal discrepância existe no Brasil também, como as festas juninas repletas de bebidas quentes e doces no inverno, ou a migração para a praia na época de carnaval no verão de fevereiro, ou a época das pipas na primavera… enfim… Como são as coisas aqui na Alemanha? Aproveitando que estamos próximos de mais uma mudança de estação…

Bom, vale salientar que aqui as estações são invertidas: Enquanto é inverno, eles estão ao contrário (nós estamos certos, eles estão invertidos hehehe bem, geograficamente falando ambos estão corretos). Enfim, enquanto é verão ai no Brasil, aqui é inverno; E, enquanto é inverno, aqui é verão; enquanto é primavera, aqui é outono; e, enquanto é outono, aqui é primavera. Isso tem impactos nos costumes.

Cheguei aqui no verão de 2008 – e vou embora no verão de 2009. Assim era a vista da minha janela, à época da minha chegada:

janela verao

Assim foi no inverno:

janela inverno

Assim foi no começo da primavera:

janela prima

Bem senhores, como vós podereis observar, eu negligenciei um pouco o outono nas minhas fotos, mas ele também tem suas características. Trata-se de uma estação de quedas graduais: da temperatura, do verde das folhas em direção ao amarelo, por fim as próprias folhas das árvores, da quantidade de horas de sol no dia, etc. Quando as árvores ainda não perderam as folhas e essas ficam amarelas, o ambiente fica com uma coloração bem diferente e interessante; e o frio ainda é suportável com poucas roupas. Também as pessoas começam a ficar desanimadas e a parar de fazer churrascos, festas, etc, à mesma proporção que vai caindo a temperatura. No fim das contas, o outono é a pior estação na minha opinião. É a estação em que tudo está piorando. Em que a derivada é negativa o tempo todo. Não há muitas atividades interessantes típicas de outono, exceto preparar-se para o inverno e despedir-se do verão. Foi no final do outono, porém, que vivenciei uma das coisas mais interessantes: a primeira neve!

lune outono

Também a árvore da empresa é interessante de se observar: nas versões verão, inverno e primavera. Acreditem, é a mesma árvore!

arvore verao

Quando o tempo é bom, o povo costuma ir almoçar naquela mesa de madeira, embaixo da árvore. Como nessa foto do verão de 2008.


Arvore inverno

Mas quando está assim, nem pensar em ir almoçar lá! Aliás, nem pensar em sair do prédio aquecido sem antes se encapotar de roupas!


arvore prima

Não está tão claro na foto, mas a árvore está cheia de flores, que ela não tem no verão, pois as flores caem e ficam só as folhas. É que as flores dessa árvore não são tão exuberantes, por isso não se as nota tão claramente.

No outono, essa mesma árvore fica amarela. Amarela mesmo! Pena que eu não tenho foto.

Também meu quarto e a casa sofreram alterações no decorrer dessas estações.

Verão 2008:

quarto verao

Meu quarto não tinha nada: nem notebook, nem bandeiras, nem nada; eu só tinha as coisas q eu trouxera do Brasil, e o mapa de Luneburgo que, naquela época, era útil.


cozinha verao

A casa nessa época era muito mais legal: pintura style, os caras com as portas dos quartos cheias de coisas, mais bagunça e falta de organização (o que pra mim, é um fator positivo), e tinha o simpático pinguim da cozinha antes da menina louca jogar ele fora!

Outono 2008:

hmmm… esqueci a foto do quarto no outono… Mais tarde eu adiciono. Bom, em todo caso, foi durante o outono que eu comecei a adicionar coisas legais ao meu quarto: a bandeira da Itália, que ficava horizontal e no centro, o relógio, o calendário, mais bagunça, etc.

Inverno 2009:

Quarto inverno

No final do inverno o quarto tomou a forma que tem hoje. Essa forma que se vê ai. Bagunçado, sim, admito. Mas existe ordem na minha bagunça.

Primavera 2009:

casa prima

Algum tempo depois q a louca trocou a pintura style por um branco sem graça, houve um movimento pela volta da “legalidade” (não no sentido de lei ou ordem, mas de legal, da hora, interessante, cool, style). Puseram até uma bandeira do Brasil grande, parecida com a minha, mas que não é a minha e cuja origem ignoro.

Também tem a cidade nas diferentes estações.

Photobucket

O verão é feliz na Alemanha! Essa foto não mostra bem a felicidade do verão, mas mostra o verde e as várias atividades que o povo costuma fazer no campo, por exemplo. Há muito verde. E, só nessa época, é possível presenciar o sol se por às 11h da noite, acordar com a claridade do quarto às 4h da manhã, e é claro, ficar extremamente animado, pois seu corpo, que acredita que o dia é dividido meio a meio entre a noite e o dia, pensa que já descansou demais, uma vez que foi dormir pouco depois do por do sol e acordou com o sol já há muito nascido! Faz um bom calor, bom para fazer todo tipo de atividades ao ar livre, parques, churrascos, festas, e tudo o mais. Enquanto o pessoal tá se esquentando no Brasil, tomando um vinho quente, se agasalhando, indo na Eapic e morrendo de frio na madrugada, aqui tá todo mundo indo pra praia, ou descendo o rio de bóia, indo pros ranchos, enfim, tendo uma vida boa.

O outono, eu já expliquei e botei foto (que seria mais típica de inverno, foi o final do outono, mas era outono ainda) no começo do artigo, então não vou explicar de novo, né mané?? Se liga!

lune inverno

Inverno. Ocorre o contrário do verão, mas não é chato igual o outono porquê tem suas peculiaridades. Tirei essa foto porquê se pode ver o predomínio da noite, e a barraquinha de Glühwein (vinho quente) que é bem típico dessa época. Acreditem ou não, o fato é que 4h da tarde está exatamente desse jeito. A foto que mostra o branco, veja a do outono: assim são os curtos dias de inverno. Aqui, temos o natal e o carnaval nessa época. Com o tal do Glühwein que, não tendo festa junina para se associar, associa-se ao natal, e também o carnaval cheio de roupas, que não deixa de ser bacana, a neve que é interessantíssima, os rios que congelam a superfície, a ausência completa de folhas nas árvores, fazendo do Branco a cor predominante. As sensações de animação do verão, no inverno são substituidas pelo cansaço: o fato de já ser noite, às 3h30 da tarde, faz com que seu corpo seja enganado da maneira oposta. Você ainda tem outras 3h30 de trabalho após o por do sol, então você chega em casa às 7 e pouco pensando que é extremamente tarde, que a hora de dormir já passou há muito, e vc não acorda de madrugada por causa da claridade do quarto, uma vez q o sol só vai nascer lá pelas 7 e tantas, quase 8 da manhã, que é justamente a hora de levantar. Com o povo cansado e desanimado, há poucas festas, não há nada ao ar livre, andar de bicicleta é um suplício – todos querem ficar encorujados, aquecidos e descançados.


lune prima

Primavera. É uma estação legal! De repente, as árvores que estavam carecas ficam cheias de flores, e fica tudo colorido, sem uma cor predominante, ao contrário de todas as outras estações. Vai esquentando devagar, com algumas recaidas pelo caminho, e no final as árvores vão perdendo as flores e ficando cheias de folhas. O pessoal vai animando devagar, ao mesmo ritmo do tempo; vão começando de novo as festas, viagens à praia, enfim, é o começo tímido da boa vida do verão.


E que venha o verão! O qual aguardo ansiosamente, já está próximo mas essa semana não passaremos dos 20ºC… Deveria já estar calor, mas não está.

09/06/2009 Publicado por leumattiello | Deutschland | | 7 Comentários

24.03.09 – Fußball spielen in Deutschland

Sim. Arrumei um lugar pra bater uma bolinha, depois de… come to think of… 1 ano? Talvez mais? Sem jogar. Pior, sem praticar esportes.

A estréia foi na terça feira anterior à data no título desse post. A falta de preparo físico levou a dores nas pernas nos 3 dias seguintes, razoavelmente fortes no segundo dia, com um incômodo para levantar ou começar a andar. Mas isso é normal. Como já fiz isso antes (ficar muito tempo sem jogar e resolver jogar do nada), eu sei que é normal sentir dor. Mas, não deixei de me sentir um pouco velho por isso.

Mas então. Sobre o futebol. A quadra é gigantesca. Me esforcei demais, porquê eles exigem que você, estando no ataque, volte para ajudar a defesa, e estando na defesa, acompanhe o lance para ajudar o ataque. E, numa quadra grande, jogando mais de duas horas (com algumas pausas) e sem preparo físico, isso é destruidor.

O esquema do Wechsel (substituição) é bem interessante. Não tem dessa de perdido, quem ganha fica, ou coisas do tipo. Não, tudo é muito bem organizado. Primeiro, você tem que se inscrever pela internet antes. Então, já se sabe de antemão quantas pessoas estarão lá para jogar. Segundo, tem que chegar pontualmente. Porquê eles fecham a porta.

Então, forma-se 2 ou 3 times, com 6 ou 7 jogadores cada (mas não mais de 18 ao total). 1 fica sentado e os outros 5 jogam, mas quando alguém cansa, voluntariamente vai para o banco. O sujeito que estava no banco, então, vai para o gol, e o sujeito que estava no gol, vai para a linha. Quando outro ficar cansado, repete-se o ciclo. É bem sistemático, e permite que todos tenham tempo para descansar, mas ao mesmo tempo que todos joguem aproximadamente a mesma quantidade, e que todos fiquem aproximadamente o mesmo tempo no gol.

Uma vez compreendido esse sistema, enfrentei a dificuldade de entender porquê não havia lateral. Que coisa mais estranha! A bola bate na parede e continua-se o jogo, normalmente! Também, tem a regra de se bater no teto é falta.

Quanto ao nível de jogo… não achei mais forte do que quando jogava nas quadras da federal, contra os outros bccs/encs. Mais ou menos o mesmo nível. Claro, sem considerar quando os manos da cidade ou o pessoal de outros cursos mais coxas que dão mais tempo para os alunos praticarem esportes, porquê nesse caso, o nível d0 jogo nas quadras da federal ficava mais alto que o daqui.

Há também, a diferença de estilo. Brasileiro, culturalmente, é individualista. E isso se reflete no futebol. O jogador brasileiro pensa mais em si do que na equipe. Os alemães não. Eles são o oposto. Eles prezam o jogo de equipe. Essa história de todo mundo voltar pra marcar, de tocar a bola em vez de tentar criar uma jogada, de voluntariamente sair quando está cansado… no Futebol, não necessariamente isso é o melhor. Isso confirmam as estatísticas.

Mas, cabe aqui um adendo. Como sociedade, empresa, país… sim, esse “comunitarismo” – o dar ênfase à comunidade e não ao indivíduo – é melhor. Também confirmam isso as estatísticas – eles foram detonados em duas guerras mundiais, sem contar os séculos de lutas internas políticas e religiosas antes da unificação, e ainda assim são primeiro mundo. Nós – com uma terra muito mais privilegiada, poucas e pequenas guerras e a nossa cultura individualista do “salve-se quem puder” – subdesenvolvidos.

Enfim, voltando ao assunto do futebol. Concluo dizendo que é por essas e outras que eu mudei minha opinião. Antes eu achava frescura essa coisa de jogador brasileiro que vem pra Europa, e precisa de tempo de adaptação… mas não, agora eu vejo que isso faz todo o sentido do mundo. Dê-lhes tempo!

26/03/2009 Publicado por leumattiello | Deutschland | | 4 Comentários

21.02.09 – Viva Colonia – Kölner Karneval

Antes de mais nada, não reclamem pela ordem dos posts. O post de 21.02 vem depois do de 16.03. Acontece que a data do post que eu sempre coloco antes do título, se refere à data em que aconteceu a história que eu conto, não à data em que eu publiquei.

Tem mais fotos no meu Orkut.

Mas então, indo ao assunto. Foi o carnaval mais legal que eu já fui. Tudo bem que, até agora, o único que eu conhecia era o de São João da Boa Vista. Mas esse foi realmente divertido. Parece estranha a idéia de carnaval com frio, mas sim, é possível! E não estava congelante. A temperatura estava positiva.

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O rio reno…

Desde o trem, já se via alguns malucos fantasiados, indo para Colônia. A cada conexão, quanto mais se aproximava de Colônia, maior era a porcentagem de fantasiados. Até que, no último trem, quase todos estavam fantasiados!E, chegando em Colonia, era difícil encontrar alguém não fantasiado. Mesmo durante o dia, quando não havia festa. Durante a época de carnaval, é simples: as pessoas simplesmente usam fantasias em vez de roupas. Em todos os lugares: metrô, supermercado, hospital, etc.

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Obviamente, as músicas também são muito diferentes. Lá em Colônia a que mais se ouvia era essa.

Sobre a cidade em si, eu gostei. Moraria lá muito tranquilamente. Assim como Dusseldorf. O povo pareceu, a primeira vista, mais amigável do que os alemães do norte. E a catedral, dentre as várias que eu já vi, aquela é sem dúvida a maior, e por uma boa margem. Tão grande, que dificilmente alguma outra catedral vá me impressionar. Ela estava fechada, não pudemos entrar.

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Também havia um disfile em que distribuiam chocolates – mas não vi. No final, na estação de trem, havia ainda uma banda… enfim, foi um fim de semana feliz e divertido.

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Pessoal de Lüneburg em Köln: Brasil, Colômbia, Alemanha, Brasil, Colômbia. Notem que minha fantasia era… uma camisa da Colômbia, por falta de alternativas, e também porquê não era da Argentina, o que poderia me forçar a ficar sem fantasia se fosse o caso…

19/03/2009 Publicado por leumattiello | Deutschland | | 2 Comentários

16.03.09 – Por um alemão mais latino

OK. Enquanto meu preguiçoso amigo enrola pra upar as fotos de Colônia e da Itália, vou publicar aqui um teste. Há quem diga que alemão é um idioma estranho, esquisito, que não tem nada a ver com o nosso. Pois bem, para provar a incrível similaridade entre alemão e os idiomas latinos, vou publicar esse texto. Acredito que haverão de entender boa parte do texto. Mais, se falarem italiano; mais, se falarem inglês (as palavras em verde-oliva são óbvias; em vermelho, parecem com italiano; e em branco, parecem inglês, que não é latino, mas sempre tem a versão alemã de muitas das palavras inglesas; e sobrou até pro francês, no finalzinho, em azul, e o famoso “Que passa?” do espanhol, em amarelo). Isso é o resultado de evitar, ao máximo possível, as influências escandinavas no idioma e utilizar ao máximo as influências latinas.

Enfim – quem não tem nenhum conhecimento de alemão, me diga quanto do texto abaixo é capaz de entender. Sem usar o google, obviamente.

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Konversieren auf Deutsch ist nicht diffizil. Aber man will nicht auf lateinisch parlieren. Verben wie informieren, studieren, komunizieren, revoltieren, alle sind für uns nicht problematisch. Aber man parliert quasi nie diese Wörter. Das ist nicht normal hier. Mann kann kalkulieren parlieren, aber stattdessen parliert man rechnen. Statt konservieren parliert man aufbewahren; statt konsumieren, aufbrauchen. Das impliziert, dass man in Deutschland lieber Skandinavisch alsLLateinisch parliert!

Aber probieren ist gratis. Ich habe den Wunsch, hier in der Deutschen Nation eine Reportage darüber zu machen. “Wie eine lateinische Person Deutsch parliert”. Oder “Wie komparabel ist Deutsch mit anderen lateinischen Idiomen“. Beispiele:

- Ich probiere einen neuen Orangensaft, reich an natürlichem Vitamin C.

- Die Kanzlerin Angela Merkel regiert die Nation. Sie kontrolliert die Politik des Staates und reformiert alles, und alles wird stabilisiert. Die Opposition hilft gegen Krisen.

- Dieses Sofa ist komfortabel. Es ist international. Es kostet 200 Euro.

- Was ist passiert?

Man kann sich engagieren auf Latein-Deutsch zu parlieren ! Nur ein paar Arrangements, und Voilà! Restaurant, Garage… oder andere Wörter aus dem Französischen! Perfekt! Exakt! Aber… nein. Man parliert lieber genau, statt exakt. Exakt ist zu hart!

Der Text ist nicht so organisiert, strukturiert, systematisch, aber er funkioniert. Und Ende der Diskussion. Ciao.

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Observação: coisa de progamador, esse negócio de colorir as palavras, não? Pena que não tem ctrl-espace pra ajudar aqui.

Outra coisa: se alguém ver algum erro de alemão, pense novamente, porquê o texto já foi corrigido pela Sarah, que é alemã. Ela fez o seguinte comentário:

Nao concordo muito com a utilizacao de “parlieren”. Essa palavra é um sinónimo de “sprechen”, nao de “sagen”

–> Nao é “man kann kalkulieren sprechen”, é “man kann kalkulieren sagen” etc

Além disso: konsumieren = verbrauchen; konservieren = haltbar machen :)

16/03/2009 Publicado por leumattiello | Deutschland | | Sem comentários ainda

04.03.2009 – Decentralizada Alemanha…

Sim. Estou começando a perceber as diferenças regionais na Alemanha. Já visitei Berlim, Baviera, Hamburgo, Bremem, Saxônia e Westfália. Moro na Baixa Saxônia. Para demonstrar as diferenças que percebi, divido os parágrafos em tópicos.

Futebol: na minha região, a Baixa Saxônia, ninguém liga para futebol. Até tem um time de futebol em Lüneburg, o glorioso FC Hansa. Um time simpático, alvinegro, o tipo de campeonatos que disputa e o tamanho da cidade que representa o faz lembrar muito o saudoso Palmeirinha de São João da Boa Vista. Mas o povo da Baixa Saxônia é muito esquisito e poucos têm um time de coração. Dentre esses poucos, o mais popular é o Werder Bremen. Na cidade de Bremem, porém, há obviamente muitos e fanáticos torcedores do Werder. Eu pessoalmente não gosto do Werder porquê é verde (até no nome). Em Berlim e na Saxônia também não notei interesse pelo futebol, mas em Berlim seguramente deve haver torcedores fanáticos do Hertha. Já na Westfália e na Baviera, principalmente, o povo é fanático pelo time local. O Bayern é o time amado fanaticamente pelos bávaros, e odiados por todos os demais.

Carnaval: Não existe nas regiões predominantemente protestantes, entre as quais a Baixa Saxônia. Não há nem sequer feriado. As pessoas parecem nem saber o que é isso. Ficam completamente alheias às festividades que se passam em outras terras, às vezes bem próximas. Nas regiões predominantemente católicas, como o sul e o oeste próximo da França, existe carnaval, é muito importante para a população local, atrai muitos turistas. Obviamente é muito diferente do brasileiro – no próximo post, vou contar minha experiência nesse assunto em Colônia.

Idioma: Os baixo-saxônicos se orgulham de falarem o mais claro dos alemães. Mas, para mim, não é nem um pouco claro e vou além, é um dos mais difíceis. Consegui me comunicar melhor em quase todas as outras versões regionais. Porque o perfeccionismo desses baixo-saxônicos se reflete no idioma e, se você não disser os sons exatamente do jeito que devem ser (o que muitas vezes é impossível para um não-nativo) é muito provável que eles não entendam NADA. Um bom exemplo é a própria cidade, Lüneburg. Diga “Luneburg” para um baixo-saxônico e é certo, que ele vai te perguntar “Onde?” ou “O quê?” “Que cidade é essa”? Após repetir várias vezes, tentando fazer o som de ü de todas as maneiras possíveis, modificando a tonalidade da sua voz a cada tentativa, eventualmente por acaso sai o som correto e o baixo-saxônico entente a palavra. Então ele diz, “Ah, Lüneburg?” de um jeito que parece exatamente igual ao que você havia dito na primeira vez, mas que eles asseguram que é extremamente diferente. Não! Eles são os mais chatos nesse ponto. Os outros têm um pouco mais de criatividade, conseguem compreender a palavra mesmo que ela não seja pronunciada com perfeição. O alemão bávaro é muito mais amigável, com menos sons esquisitos e, por isso, a capacidade deles de entender alemão de estrangeiros é maior. O mesmo para o alemão westfálico. O de berlim sim, é o alemão padrão. Os baixo-saxônicos que me desculpem, mas o alemão deles é ruim. E dizem que o mecklemburguense-vorpônico é ainda pior. Deus me livre! Outra coisa interessante é que alemães de diferentes regiões, às vezes até próximas, não raro, não conseguem se entender at all.

Cerveja: Os alemães são extremamente apegados à própria cidade ou estado ou região. Isso gera rivalidades similares àquela de São Paulo e Rio de Janeiro… Mas aqui, a rivalidade se reflete na cerveja. Eu não deixaria de me sentir um bom paulista, por apreciar uma Petrópolis, por exemplo. Mas aqui, no entanto, chega ao ponto de alguns se recusarem a tomar cerveja de outros estados. As vezes, isso ocorre dentro do mesmo estado. Um exemplo famoso é Colônia-Dusseldorf. Para os dusseldorfianos, ser colonense é sinônimo de ser imbecil, idiota, chato, feio e bobo e a cerveja de Colônia é xixi, o que é o pior insulto possível. Já os colonênses dizem o mesmo dos dusseldorfianos, e se recusam a tomar qualquer outra cerveja que não a Kölsch. Também é frequente bremerzenses ficarem sem tomar cerveja, por não haver a popular Beck’s disponível. No fim das contas, todas são boas, quase todas seguem ou se aproximam da regra do Reinheitsgebot. Mas tomar a cerveja da própria cidade é fundamental para um alemão. Lüneburg tem a sua própria cerveja, a Lüneburger, que ironicamente é produzida em Hamburgo. Mas a melhor do mundo, na minha opinião, é a de Munique. Isso até alguns poucos sensatos no norte concordam. Mas nem por isso esses poucos sensatos do norte deixam de desprezar o sul de um modo geral, e xingam o sulista de Weißwurstfresser, o que é o insulto máximo (devorador de salsicha branca). Já o sulista chama o nortista de Fischkopf, o que ataca fortemente a honra desse pois significa “cabeça de peixe”. Aliás, o mesmo que foi dito sobre cerveja se aplica a salsicha, que é motivo de orgulho regional, e falar mau da salsicha da cidade de alguém é uma ofensa da maior gravidade.

04/03/2009 Publicado por leumattiello | Deutschland | | 1 Comentário

24.12.08 – Natal em Berlim

De 24.12.08 até 04.01.09. Três cidades, três países, mais de 1000 fotos. Temperatura bastante negativa durante toda a viagem. Muitas novidades, então vamos por partes.

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A viagem começou com os meus tradicionais lapsos de memória. Sai de Lüneburg para Hamburgo, onde pegaria o ônibus pra Berlim. Porém, chegando lá, 13h +-, eu percebi que tinha esquecido os tickets das próximas viagens… e o ônibus pra Berlim sairia as 14. Resultado, precisei mudar o horário do ônibus, voltar pra Lüneburg, pegar os ticket e voltar pra Hamburgo denovo, e só então ir pra Berlim. Por fim, lá pelas 18h eu estava em Berlim.

A ceia de natal foi baseada na culinária francesa. Tinha sopa de cebola com queijo derretido, algumas outras coisas que eu não lembro o nome mas muito boas, e é claro uma boa taça de vinho tinto. Nos dois dias seguintes, as receitas foram todas alemãs e a gente comeu muito Eisbein, Chucrute, Kasseler…

No dia 25, fizemos um tour pela cidade de Berlim. Começamos no Portão de Brandemburgo. Então, vimos o Reichstag, o lugar onde era o muro de Berlim, o antigo bunker de Hitler, alguns prédios que ainda têm buracos de bala da segunda guerra, o prédio da kgb que ficava bem de frente para o prédio da cia (e deu pra entender que Berlim era extremamente tensa durante a guerra fria), a famosa Humboldt Universität, alguns palácios, museus e catedrais, que são vários pela cidade. Muito interessante. Em um ponto do tour, tinha um russo que vendia alguns artigos soviéticos, como aqueles chapéus de pelo com broche da União Soviética (que eu queria comprar, mas estava caro). Por fim, depois de muito pechinchar eu comprei um broche soviético e uma moeda de rublo. O ponto alto dessa viagem foi quando vi, pela primeira vez na minha vida, uma poça de água congelada! Pode-se andar no barro, em cima das poças, porque elas estão congeladas e não sujam o sapato e isso eu achei algo muito interessante.

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No dia 26, visitamos a Weihnachtsmarket de Berlim, onde comprei uma caneca de recordação. (Agora já tenho caneca de glüwein de Lüneburg, Hamburg e Berlim). Descemos uma montanhinha de gelo num tipo de bóia… legal, dá um pouquinho de medo, parece que não vai parar e pega muita velocidade… fomos visitar também o Reichstag por dentro, tem uma fila pra entrar mas vale a pena. É possível subir na cúpula do Reichstag, e de lá se pode ter uma boa vista da cidade. Também se pode ver observar os parlamentares por cima deles, e ainda saber quais votaram sim, não ou se abstiveram sobre uma determinada consulta. Tem uma porta para cada uma dessas opções. Depois visitamos uma igreja (Kaiser Wilhelms Kirche) que não reconstruiram depois da guerra, em vez disso contruiram outra nova ao lado. Depois estava muito frio e decidimos voltar pra casa, comer mais kasseler e assistir algum filme em alemão.

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No dia 27 de manhãzinha, depois de todo esse processo de germanização pegamos o trem Berlim-Budapest com destino a Praga, e perto da fronteira com a Rep. Tcheca passamos por uma cidade muito interessante chamada Bad Schandau. O lugar é muito bonito, é um rio com montanhas dos dois lados, e ao longo do rio tem a cidade e a linha de trem. No alto de algumas montanhas algumas coisas interessantes, inclusive um castelo… e algumas vezes o trem passava perto de algumas paredes de pedra onde se podia ver minas de água, que estavam congeladas! E ai terminou a parte alemã da viagem.

Bad Schandau
Bad Schandau, uma cidadezinha simpática

06/01/2009 Publicado por leumattiello | Deutschland | | 1 Comentário

25.11.2008 – Minha casa…

Na minha casa aqui não tem palmeiras nem sabiás cantando nelas… mas, pra quem tem curiosidade, ai vão algumas fotos.

Obs.: Eu adicionei fotos da neve no post anterior!

PRIMEIRA PARTE – AINDA VERÃO, E COM OS VELHOS MORADORES
Os velhos moradores, além de mim, eram: dois alemães e um marroquino.

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Essa é a esquina que eu posso ver da janela…

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Ao fundo é a janela supra-citada

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Como de costume, tudo muito organizado

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Essa é a vista da janela da cozinha

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A cadeira com o penguim costumava ser um ótimo lugar pra descansar, ouvindo rádio e comendo alguma coisa depois do trabalho… mas os novos moradores infelizmente jogaram o penguim fora, e como engenheiro de computação que gosta de linux, fiquei muito magoado com isso.

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O meu “veguê” visto de frente

SEGUNDA PARTE: JÁ NO INVERNO, COM OS MORADORES NOVOS
Todos os 3 moradores mencionados anteriormente sairam. Agora tem um outro alemão, uma alemã e um espanhol.

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Observe o relógio que foi adicionado, em cima do portal… foi salvo do ímpeto destruidor dos novos moradores e trazido para o meu quarto, onde ninguém pode ameaça-lo. De quem é, não faço a mínima idéia. Era de algum dos moradores velhos e foi abandonado por eles.

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Outra adição ao meu quarto: a bandeira da Itália! Custou 2,90 no EBay. Demorou 2 dias pra chegar.

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E o velho rádio, que eu costumava ouvir na cadeira-penguim. Também foi salvo dos novos moradores, e ninguém conhece o dono. Também arrumei um calendário.

25/11/2008 Publicado por leumattiello | Deutschland | | Sem comentários ainda

21.11.2008 – NEVE!!!!! Endlich! Merece um post!

Hoje eu acordei… fui pra cozinha tomar uma água… olho pra janela e tenho uma surpresa: Tava nevando!!!! Eu fiquei loco, peguei a camera e fiquei tirando fotos pela janela, igual um retardado! Depois, no caminho para o trampo, levei a camera e continuei tirando fotos! O pessoal deve ter pensado, “que que esse loco fica tirando foto da neve?”, mas pra mim foi interessantíssimo chegar no trampo com a jaqueta coberta de neve!

E estava nevando bastante. Aliás, ainda está nevando enquanto eu tô escrevendo. E eu tô igual uma criança, todo feliz por causa da neve! (Pros alemães, q tão acostumados, não é motivo de alegria… eles não gostam muito não). E é cedo pra neve ainda! Costuma chegar em meados de dezembro… mas pra mim, melhor! Eu tô aqui pra conhecer o que eu não conheço, ou seja, um inverno de verdade. Quanto mais rigoroso for, pra mim melhor.

O camarada colombiano levou um tombasso da bike quando tava vindo pro trampo, por causa da neve! Eu vim a pé, porquê minha bike tá quebrada. Quero ver como é q eles vão voltar depois: as bikes estão todas cobertas de neve.

Problema -> meus sapatos brasileiros não são adaptados à essa condição. Quando eu cheguei aqui, a neve começou a descongelar e o sapato ficou tudo molhado. Tive que tirar, colocar perto do aquecedor e ficar descalço!

Curiosidade -> Fizemos mais arroz e feijão com carne moida e farofa ontem na janta, e, como sobrou bastante, trouxemos pra cá e vamos almoçar isso hoje. Combina bastante com a neve, não?

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21/11/2008 Publicado por leumattiello | Deutschland | | 2 Comentários

17.11.08 – Diferenças climáticas e… Arroz e feijão! Noch einmal!

Tem muitas coisas aqui que eu nunca tinha visto. Eu fico admirado, igual um sujeito que vai pra praia pela primeira vez, ou um caipira que vai pra cidade grande… sim, eu já vivi essas duas situações e digo, a sensação é similar. É interessantíssimo.

Hoje, vindo para o trampo a pé, eu vi um fenômeno que nunca tinha presenciado antes. Eu já estava acostumado com temperaturas como 2ºC e 4ºC. Mas hoje, eu percebi que estava um pouquinho mais frio que o normal… eu pensei que provavelmente estivesse abaixo de 0. Então eu parei para observar melhor os carros que estavam estacionados no “sereno”. Parecia gotas de água, normais no sereno. Mas eu pensei, não é possível, hoje está abaixo de zero com certeza! Até que eu tomei coragem e fui observar essas supostas “gotas” mais de perto. E essas gotas, na verdade, estavam congeladas, confirmando a minha teoria. Ao chegar no trampo, o marcador de temperatura que eu instalei no meu desktop acusava -3ºC!!!! Eu já tinha visto geada no Brasil, mas isso aqui não é geada… na geada, a grama fica coberta por uma camada muito fina e branca de gelo. Nesse caso, não era assim… as gotas de sereno que ficavam nos carros estavam congeladas.

O engraçado é que, se você olhar de dentro da janela, parece um dia bonito, ensolarado. É difícil imaginar que a temperatura está negativa.

Outra coisa que me deixa admirado é o horário em que o sol se põe. Quando eu cheguei, no final do verão, o sol se punha 10h30 (!). Atualmente, 4h30 já está anoitecendo. 5h00 já está completamente noite. E esse horário vai diminuido, conforme a gente vai entrando no inverno… a partir da metade do inverno, que é o dia com menor tempo de sol de todos, a tendencia se inverte.

Ainda não vi neve. Aqui na região que eu estou, o inverno é mais ameno, porquê é próxima ao mar. Tem neve, mas não todo ano, e quando tem, é pouca. Ao contrário do sul, que é montanhoso e longe do mar. Lá tem MUITA neve.

Por outro lado, já estão começando a falar do Weihnacht (natal). O natal aqui é muito diferente do brasileiro. Bom, todos os que lêem esse blog são familiares/amigos do Brasil e, portanto, conhecem muito bem como é um natal tipicamente brasileiro. MUITO CALOR, todo mundo tomando cerveja gelada e/ou champagne, alguns fazem churrasco, outros almoço com maionese ou strogonoff ou coisas do tipo… as vezes é em uma chácara onde tem piscina…

Aqui, o natal é exatamente como nas propagandas da coca-cola. Natal do hemisfério norte. A única coisa que talvez pareça com o natal brasileiro são os presentes. Mas aqui quase não tem sol no natal… MUITO FRIO, todo mundo dentro de casa, fechado… os comes e bebes eu ainda não sei (depois do natal eu conto…) mas certamente serão diferentes também. E também, as roupas que o papai noel usa aqui, fazem sentido… no Brasil, é estranho o papai-noel com aquelas botas e roupas de frio, considerando que geralmente nos natais do hemisfério sul faz muito calor!!!!

Aqui também tem as historinhas pra assustar as crianças. Se você não se comportar, em vez do Papai Noel vem o Knecht Ruprecht pela chaminé. Ele é um sujeito muito feio, que veste uns trapos pretos e, em vez de presente, o Knecht Ruprecht bate nas crianças com um chicote. Na wikipedia fala um pouco sobre ele, mas tá em inglês (ou italiano ou alemão, pode escolher – português não tem).

Sobre o Arroz e feijão… hmmm, sehr lecker! Esse fim de semana, um camarada voltou do Brasil e trouxe um autêntico pacote de farofa pronta temperada! Daqueles que, por aqui, custam módicos 22 EUROS!!! Então, a gente comprou um pacotinho de arroz (que não é TÃO caro, 2,50 euros por um pacotinho de 500 gramas). É arroz normal, parece com o nosso. Já o feijão, é esquisitíssimo. Não parece feijão. Mas é feijão. Uma lata com 420 gramas de feijão em conserva (pq aqui eles não usam panela de pressão, esse é só esquentar que já está pronto) custa 30 centavos. Mas é um feijão realmente muito esquisito. Mas tudo bem. Tudo isso temperado com muito alho. Ai compramos um franguinho assado e pronto! Pode ter comida mais brasileira que essa? Arroz, feijão, frango e farofa?

17/11/2008 Publicado por leumattiello | Deutschland | , | 5 Comentários

11.10.08 – Dusseldorf

Imagine a cidade de São Paulo.

Imagine que o rio Tietê e o rio Pinheiros fossem totalmente despoluidos. Também fosse dado um jeito na poluição do ar, e a cidade deixasse de ser “cinzenta”.

Os problemas de engarrafamento fossem resolvidos; meios de transporte de massa eficientes, mas também espaço suficiente pra todos andarem de carro, sem engarrafamentos, inclusive na hora do rush.

Boa parte das marginais fossem transformadas em vias de pedestres (sem que a cidade perdesse capacidade de trasporte com isso), cheia de bares, restaurantes, pessoas andando de patins e skate, tudo isso bem de frente para os rios, que, despoluidos, agora eram usados pelas pessoas para andar de jet ski e outras atividades aquáticas, e à beira do rio, as pessoas faziam pic-nics e, por isso, se transformassem em pontos turísticos e aumentassem a renda da cidade. Isso de forma a que, para a população local, com o passar do tempo, o rio Tietê recuperasse o significado histórico e passasse a ser respeitado e admirado, tal como o Reno é pela população de Dusseldorf; e os estrangeiros, então, passassem a ver o rio Tietê como um rio chic, tal como vêm o Reno, e passariam a vir simplesmente para conhece-lo.

E também acabassem os sequestros relâmpagos, e os problemas com violência e as favelas fossem urbanizadas.

Pois então, se apenas esses poucos pontos fossem melhorados, São Paulo alcançaria o mesmo nível de desenvolvimento que Dusseldorf!

(Obs. para os paulistanos de plantão: ter um melhor nível de desenvolvimento, não significa que a cidade seja melhor ou pior… porém, na minha opinião, se São Paulo conseguisse alcançar o nível de Dusseldorf, seria não apenas melhor que Dusseldorf, mas que qualquer cidade do mundo (só que minha opinião não conta sobre isso, porquê eu sou paulista e minha tendência é supervalorizar São Paulo)).

13/10/2008 Publicado por leumattiello | Deutschland | | 1 Comentário