27.06.09 – Kiel und Laboe – Entrando num mar europeu pela primeira vez!
Depois de um período de poucas viagens (apesar de não pouca atividade), anuncio com esse post, que esse finalzinho de Europa terá mais viagens. Comecemos, então, contando como foi o meu antepenúltimo fim de semana no velho mundo!

Essa é Kiel
Antes que pensem alguma coisa sobre minha primeira entrada no mar, digo-lhes: as águas do atlântico já me eram familiares. Porém, aqui na Alemanha, estive ano passado em duas praias: Spiekeroog, no mar do Norte, e Timmendorfer Strand, no mar Báltico. Ambos já muito familares devido a seus papéis estratégicos como zonas marítimas do jogo de Diplomacia. Em nenhuma dessas ocasiões, porém, eu havia entrado nesses mares. Pois bem, dessa vez, tive a chance de conhecer o atlântico pelo seu lado europeu!

Eu, indo para o mar. Na primeira entrada, eu não queria molhar a bermuda; mas depois, eu desencanei e fui sem camisa, a água estava gelada e estava um ventinho frio mas eu entrei na água de verdade.
Essa viagem foi, basicamente, uma série de improvisos. Tanto que, da programação inicial, quase nada do que era suposto foi feito. Eu, particularmente, adorei isso, por que ter de improvisar exige que eu abra mão dos truques que eu tenho na manga, e isso é sempre bom para a minha auto-estima. Ainda mais quando todos os demais são novos no país, não conhecem bem os esquemas.
Teoricamente, iríamos com o resto do pessoal da IAESTE. Deveríamos nos encontrar na estação aqui de Lüneburg mesmo. Porém, essa manhã descubro que os caras que cuidam dos trainees já tinham ido, deixando para o indiano a instrução de irmos para Hamburgo, a fim de nos encontrarmos com eles e outros que viriam de IAESTES de outras cidades lá. Foi ai que comecei a alimentar minha auto-estima, demonstrando com todo o requinte o poder do Schones Wochenende Ticket! (Os outros trainees são extremamente novos, acabaram de chegar esse mês).
Acontece que o trem que deveríamos pegar para Hamburgo teve um problema e teríamos que pegar outro, alternativo, q estaria saindo de outra plataforma (que, na verdade, é outra estação). Ter ouvido isso pelo fone, em alemão, e entendido, foi pra mim um ótimo remédio contra a minha baixa auto-estima: para quem se lembra, escrevi um post dizendo o quanto estava decepcionado com meu aprendizado do alemão e, desse mal amigos, afirmo-lhes que já não sofro mais! Fora a moral de saber onde é a tal outra estação, de uso exclusivo da Metronom. Pois bem, pegamos esse outro trem, cujo roteiro é um pouco diferente do normal: ele demora muito mais, pois para em diversas cidades pelo caminho, e deveríamos fazer baldeação em Harburgo.
Lá chegando para fazer a baldeação, percebi que tinha metrô ali mesmo na estação, e ia pra Hamburgo, e chegaria antes do trem que sairia oficialmente. Bom, senhores, ai cometi uma cagada – não sou perfeito, afinal. Fui iludido pelo nome: quem, no metrô em Harburgo pela primeira vez, iria imaginar que “Hamburg Rathaus” (“Prefeitura de Hamburgo”) vai no sentido contrário a Hamburgo, e não ao centro da cidade? Bem, percebido o engano e corrigido imediatamente na estação seguinte, pegamos o metrô s31 agora no sentido contrário e dessa vez descemos na Hauptbahnhof de Hamburgo, estação onde deveríamos nos encontrar com o resto do pessoal, com um certo atraso, apenas para constatar que já haviam partido.
Quem está na água é pra se molhar, então decidimos abandonar completamente o roteiro da IAESTE e fazer a nossa própria viagem. Pegamos o próximo trem para Kiel, já cientes de que não iríamos encontrar o pessoal lá. Chegando lá, fizemos o tradicional – pedi um mapa da cidade para o sujeito, lá na estação mesmo, e fomos seguindo os pontos turísticos. A cidade estava em festa – uma tal de Semana de Kiel! A cidade estava cheia, muita gente de todos os lugares, muitos turistas, festas, músicas, barraquinhas de vários países, etc. Apesar de ter bastante coisa na cidade de Kiel, decidimos ir ver a praia primeiro. Pegamos o ônibus, sem pagar, devido ao poder do Schones Wochenende Ticket, e chegamos a Laboe – uma cidadezinha a 20km de Kiel, com uma bela praia, e com o memorial dos submarinos de guerra alemães, que eu queria ver.

Réplica, em tamanho real, de um “Unterseeboot” da “Deutsche Kriegsmarine”
Vimos o tal memorial (não entramos, obviamente, por que somente coisas do naipe de Coliseu e Louvre me fariam pagar para entrar), mas vimos por fora, muito interessante, e também essa bela réplica em tamanho real de um desses submarinos, peças do tabuleiro naval em que Karl Donitz jogava com a marinha real britânica e seus aliados. Além de muitos barcos, vimos muita praia, muita gente, e foi nessa que eu entrei no Báltico pela primeira vez.
Vale contrastar os pontos negativos e positivos dessa praia, do ponto de vista de um brasileiro que, teoricamente deveria ser um expert em praias mas na verdade conheceu mais praias alemãs do que brasileiras, ganhando aquelas de 3 x 2 dessas. Nas praias alemãs, em sua grande maioria, não existe sujeira nem poluição no mar. Reflexo de um povo civilizado, e de empresas e governo comprometidos com o meio ambiente; que há muito mais seriedade por parte dos alemães do que dos brasileiros sobre esses temas, creio que todos concordarão que é verdade e não ter encontrado nenhuma lata de cerveja jogada, nem um papel, em uma praia lotada, e sem poluição, creio que basta para comprovar minha tese.
Mas havia o frio, apesar do verão. Nas praias alemãs, dá aquele ventinho gelado que, num dia de tempo ótimo, muito sol e 19ºC (!) torna um pouco inconfortável, apesar de longe de insuportável, ficar sem camisa. A água também é fria e dá um certo choque, exige que você se acostume um pouco antes de conseguir mergulhar o corpo inteiro. E o terceiro detalhe é a cerveja, quente. Além disso, a maioria das pessoas estava com muitas roupas na praia: calças jeans, jaquetas leves, etc. O quinto detalhe não é culpa da praia, mas da Alemanha em si e seus rigores metereológicos: percebi que estou muito, mas muito branco mesmo! Pálido! To parecendo um fantasma!

Não, a praia não é ruim, apesar dos pontos negativos, eu gostei dela!
Bom, vivenciados esses contrastes, voltamos para Kiel, para ver a cidade em si e alguma coisa do festival. Beneficiados pelo sol, que perciste até a noite. Kiel não é uma cidade com tantas atrações assim. Vimos a Rathaus e a igrejinha central, ambos bem humildes comparados com os das cidades maiores. Comemos alguma coisa, vimos um show-room da BMW, e resolvi comprar esse carro ai! Voltei embora com ele pra Luneburgo! O que acharam? Custou €71000! Bom, diante da impossibilidade de enganar alguém com essa história, digo que comprei uma moto BMW em vez de um carro, era mais barata. OK pessoal, eu confesso. Voltei de trem, fazendo uso do mesmo poderoso e duradouro ticket que havia comprado pela manhã. É, nisso temos que aplaudi-los, aos alemães. Eles sabem fazer carros muito bem!

Minha suposta nova aquisição…

Minha segunda tentativa de enganar vocês
E esse, senhores, é só o começo do fim…
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Praia: no verão, com sol e tempo bom: 19ºC! Isso é frio! Se no verão é 19, e no inverno? Isso me leva a conclusão que simplesmente não há praia na Alemanha.
Mas, tudo bem, afinal, só faltava eles serem o que são e ainda por cima terem praia! Seria a perfeição…
E você, hein, Léu? Já tá dando uma de “experiente”… ensinando os bichos… muito bom, hein…
Abraço!
Dell
Hehheheh acredite Wendell, 19 graus está muito longe de ser frio por aqui! Mas sim, está mais frio do que no verão passado, uma massa de ar frio parou aqui no norte da Alemanha e esse verão não tá esquentando de jeito nenhum… O resto da Europa está tudo com seus 30 e poucos graus
Hehee !!!Gostei da sua “Cerveja”, da sua “Moto” e do seu “Carro” !!! Belas aquisições.
Abraço
Gui
Heheheh nada mau né?? O problema é acordar do sonho… Mas pelo menos a cerveja, foi minha de verdade.
Oi Humber, a moto que vc mostrou é linda, porém não tanto qto.a 125 que vc vai pegar do consórcio, ou da Twister 250 que está comigo, como ves as daqui são muito melhores que esta motinho fajuta da foto…EHEHEWHEH
Pai